Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de abril de 2024
A aprovação do Congresso dos Estados Unidos ao pacote de auxílio militar de cerca de US$ 61 bilhões (R$ 313 bilhões) para a Ucrânia reacendeu em Kiev a esperança de ter acesso ao que foi definido como uma “fonte de vida” para suas Forças Armadas por autoridades do Parlamento ucraniano. O pacote, que foi sancionado pelo presidente americano, Joe Biden, nessa quarta-feira (24), contudo, não atende a todos os pedidos do governo ucraniano – e pode ter impacto limitado no front.
Embora armas americanas vitais para o esforço de guerra ucraniano possam estar chegando ao campo de batalha dentro de dias, o envio atual não incluirá tudo o que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu a Washington ao longo dos meses, enquanto uma disputa entre os partidos Democrata e Republicano travou a pauta no Congresso americano.
As forças ucranianas enfrentam um momento delicado e de escassez de pessoal e recursos no campo de batalha. O país suspendeu, na terça-feira, a prestação de serviços consulares a seus cidadãos homens ente 18 e 60 anos no exterior, como forma de pressionar para que retornem ao país e se juntem às forças de defesa contra a invasão russa, e também ajudem nas atividades econômicas locais. No começo do mês, o Parlamento aprovou uma nova lei de mobilização, que obriga todos os homens entre 18 e 60 anos a se apresentarem para cadastramento em até 60 dias, reduz a idade mínima de convocação de 27 para 25 anos.
Em duas publicações nas redes sociais, entre terça e essa quarta-feira, Zelensky agradeceu aos líderes democrata e republicano no Senado – Chuck Schumer e Mitch McConnell, respectivamente – pela aprovação do pacote, e aos americanos pelo apoio contínuo, mencionando que o acesso a armas de longo alcance, sistemas de defesa antiaéreo e artilharia são “ferramentas essenciais para restaurar mais rapidamente a paz justa”. Contudo, cobrou rapidez na entrega dos equipamentos:
“A chave agora é a velocidade. A rapidez na implementação de acordos com parceiros sobre o fornecimento de armas aos nossos guerreiros. A rapidez na eliminação de todos os esquemas russos para contornar as sanções. A rapidez na procura de soluções políticas para proteger vidas do terror russo. Todo líder que não perde tempo salva vidas”, escreveu.
Acima de tudo, Zelensky diz que a Ucrânia precisa de munição para artilharia e mísseis de longo alcance para atacar as forças russas, juntamente com defesas aéreas para proteger cidades e infraestruturas-chave como bases militares, usinas de energia e fábricas de armas.
“Precisamos causar o máximo de danos possível em tudo que a Rússia usa como base para o terror e para sua logística militar”, disse Zelensky em seu discurso noturno aos ucranianos na segunda-feira.
Para isso, ele disse, a Ucrânia precisa de mais sistemas de mísseis táticos de longo alcance – conhecidos como ATACMS e pronunciados “attack’ems” – para atacar atrás das linhas inimigas e profundamente no território ocupado pela Rússia. Os EUA enviaram um pequeno número de ATACMS, com um alcance de aproximadamente 160 km para a Ucrânia no ano passado, e eles foram usados para atacar duas bases aéreas russas em outubro. A Ucrânia vem pedindo uma versão de alcance mais longo que possa atingir alvos a cerca de 300 km de distância.
Munições de artilharia, como os projéteis de calibre 155 milímetros que se encaixam em lançadores padrão da Otan doados pelo Ocidente, têm sido escassas na Ucrânia por mais de um ano, já que as forças russas estão disparando 10 vezes mais no campo de batalha do que as tropas ucranianas desarmadas, disse Zelensky na semana passada.
O presidente também descreveu as defesas aéreas – e especificamente o sistema de mísseis antiaéreos Patriot, de fabricação americana – como “cruciais”. E ele vem pressionando por mais de um ano para obter caças F-16 para fornecer outra camada de defesa aérea. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.
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