Segunda-feira, 01 de Março de 2021

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Ciência Um novo tipo de buraco negro foi descoberto na Via Láctea

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Fusão de dois buracos negros supermassivos deu ideia a Todd Thompson de buscar objetos menores. (Foto: EBC/Divulgação)

Um novo tipo de buraco negro foi descoberto por cientistas da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos. Os pesquisadores também teriam encontrado um novo método para localizar buracos negros de outras dimensões.

O estudo foi publicado pela revista “Science”. Líder da pesquisa, o professor de astronomia Todd Thompson afirmou que estudos feitos até então só contemplavam os buracos negros massivos, mas pode haver outros bem menores, segundo ele.

Ainda de acordo com a publicação, “o objeto foi encontrado orbitando uma estrela gigante vermelha a 10 mil anos-luz da Terra, na constelação Auriga, e possui um tamanho aproximado de 3,3 vezes a massa do Sol, o que indica que ele também poderia ser uma grande estrela de nêutrons.”

“Provavelmente identificamos um dos primeiros buracos negros de um novo tipo de baixa massa que os cientistas não conheciam anteriormente”, afirmou Thompson.

Objetos menores

A fusão de dois buracos negros supermassivos deu ideia a Todd Thompson de buscar objetos menores. E em 2016, o observatório Ligo detectou uma fusão, sendo um deles com 31 vezes a massa do Sol. “Ficamos espantados porque aquilo era algo espetacular. Não só porque o Ligo funcionou, mas também porque as massas eram enormes. Buracos negros desse tamanho são grande coisa – nós não os havíamos visto antes”, contou o pesquisador.

Foi aí que, junto com outros astrofísicos, ele começou a pensar em objetos que ficam entre o tamanho dos menores buracos negros conhecidos e as maiores estrelas de nêutrons.

Método científico

Thompson e sua equipe, então, pegaram dados do APOGEE, um banco com espectro de luz de cerca de 100.000 estrelas na Via Láctea. Eles começaram a buscar por estrelas que apresentassem variações de ondas azuis para ondas vermelhas, por exemplo, que poderiam indicar que essa estrela orbita algo invisível.

Depois de muito trabalho, a equipe separou os dados de 200 estrelas, que então foram analisadas com dados da ASAS-SN, que tem informações de mais de 1.000 supernovas. A análise final apontou uma estrela vermelha que parecia orbitar algo bem menor que os buracos negros conhecidos em nossa galáxia, mas maior que as estrelas de nêutrons, também.

Thompson e sua equipe, então, começaram a fazer cálculos com dados do Tillinghast Reflector Echelle Spectrograph e do satélite Gaia, e concluíram que o pequeno buraco negro tem algo em torno de 3,3 vezes a massa do Sol. A pesquisa de Thompson pode apontar para uma nova maneira de encontrar buracos negros pelo universo, o que é bastante empolgante!

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