Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de julho de 2021
Os números da covid-19 no Brasil neste ano ainda estão em níveis acima do pior visto em 2020, mas a queda nos dados de mortes e de internações pela doença sugere que há uma perspectiva de, com a vacinação em massa, controlar a pandemia até o fim do ano.
Epidemiologistas afirmam que abrir mão das medidas de distanciamento agora é algo que ainda implicaria muitas mortes adicionais, e o receio de novas variantes do vírus comprometerem a imunidade construída pelas vacinas é real.
“As quedas de internações, de ocupação de leitos de UTI e de mortes podem ser atribuídas principalmente à vacinação, porque os grupos prioritários, com maior risco, em geral já receberam a vacina. Mas, na população, a parcela de vacinados ainda é baixa”, diz Paulo Petry, professor de epidemiologia na UFRGS.
O Brasil atingiu nesta semana a marca de 12% da população totalmente imunizada (com duas doses); 22% tomaram apenas uma dose de imunizante. A fatia necessária para frear a pandemia só com vacinação, porém, é estimada em cerca de 70% da população.
Isso significa que, se o País continuar abrindo mão de medidas rígidas de distanciamento, o número de mortos até a campanha de vacinação chegar a um limiar razoável será muito maior.
Cautela
Para o médico Márcio Bittencourt a queda no número de internações observada ao longo de junho é uma boa notícia, mas inspira mais cautela que otimismo.
“Apesar de a situação estar melhor, a gente ainda está muito longe de estar bem. Se a gente estivesse no primeiro ano da pandemia, hoje a gente estaria no pior dia do ano”, afirma.
Bittencourt ressalta que, apesar de o Brasil não ver mais 3 mil mortes por covid-19 por dia, as cerca de 1.600 que ocorrem agora mostram que o vírus ainda está fora de controle.
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