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Brasil O agronegócio se oferece para produzir vacinas

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O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan) se ofereceu às autoridades brasileiras, via Senado, para produzir em larga escala imunizantes contra a covid-19. A ideia será debatida pelos senadores na próxima semana.

De acordo com a oferta, as plantas dos laboratórios usadas na produção de vacinas para a saúde animal podem ser empregadas na produção das vacinas já em desenvolvimento no País, principalmente a CoronaVac. O que significaria um salto na capacidade de produção de “centenas de milhões de doses”.

O Brasil detém avançada tecnologia na produção de vacinas para animais, especialmente contra a febre aftosa, com cerca de 30 fábricas. A proposta é utilizar parte dessa capacidade no combate à covid-19, sem prejuízo da produção dos imunizantes destinados aos rebanhos.

Como atualmente o País tem apenas duas fábricas de vacinas para humanos (Butantan e Fiocruz), a ideia foi bem recebida pelos senadores.

“A indústria de saúde animal tem a possibilidade de debater com as autoridades responsáveis (Ministério da Agricultura e Anvisa) a viabilidade de produção de vacinas humanas contra a covid-19, proporcionando a produção local de um volume expressivo de vacina para a população brasileira”, diz documento do Sindan, assinado por Emílio Carlos Salani.

Segundo Salani, uma vez efetivada, essa produção dispensa “a necessidade de importação de IFAS produzidos no exterior, assim reduzindo a dependência” do Brasil.

“O agronegócio, mais uma vez, se coloca à disposição para salvar o Brasil”, diz Wellington Fagundes (PL-MT), relator da comissão da covid-19 na Casa, destinatária do ofício enviado pelo Sindan.

Sem SUS

O juiz Rolando Spanholo, substituto da 21ª Vara Federal de Brasília, autorizou nesta quinta-feira (25) três entidades do Distrito Federal, de São Paulo e de Minas Gerais a importar vacinas contra a covid-19.

Pela decisão, essas entidades estão dispensadas de doar os imunizantes para a União, como prevê a lei. Atualmente, a legislação obriga que 100% das vacinas contra covid eventualmente contratadas por empresas ou outras instituições sejam doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A Advocacia-Geral da União (AGU) deve recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília (DF).

A decisão beneficia as seguintes entidades:

— Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo;

— Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo;

— Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais.

Na prática, o entendimento do juiz abre brecha para que outras entidades busquem a Justiça e tentem conseguir o mesmo aval.

Na tarde desta quinta, após reunião com dois empresários, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez uma “convocação” ao setor empresarial. Guedes disse que se os empresários comprarem vacinas o país poderá “dobrar” a quantidade de doses já contratada pelo governo (500 milhões). Guedes não esclareceu se apoia a flexibilização da exigência de doação ao SUS nem se o governo avalia uma medida provisória para permitir a compra, sem doação, pelos empresários.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, com base em dados das secretarias estaduais de saúde, 6,65% da população brasileira foi vacinada contra a covid até as 20h30 desta quinta (24).

Ainda segundo o consórcio, 18,5 milhões de doses foram aplicadas; 14 milhões de pessoas receberam ao menos uma dose; e 4,5 milhões já receberam a segunda dose.

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