Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo O assassinato de vereadora no Rio de Janeiro repercutiu na imprensa internacional

Compartilhe esta notícia:

Assassinato de Marielle Franco repercutiu pelo mundo. (Foto: Reprodução)

O assassinato da vereadora Marielle Franco na noite de quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, repercutiu na imprensa internacional. Veículos latino-americanos e europeus também deram destaque ao crime.

Por conta da distribuição da agência de notícias Associated Press, o caso foi divulgado nos jornais “The New York Times”, “The Washington Post” e na rede ABC News, todos nos Estados Unidos.

O texto da AP foi reproduzido nos portais de internet desses veículos de imprensa norte-americanos, e remete o caso a um assalto. No Brasil, porém, a investigação aponta para um caso de execução.

“Um membro do conselho da cidade e seu motorista foram mortos a tiros por dois assaltantes não identificados em uma rua no centro, no Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do Brasil, onde militares foram convocados há um mês após uma onda de violência”, diz o texto da AP nos sites do NYT, Washington Post e ABC.

A televisão estatal Televisión del Sur, a “Telesur”, com sede na Venezuela, também destacou a morte da vereadora.

O “Clarín”, um dos principais jornais da Argentina também deu destaque à notícia da morte de Marielle, enfatizando as denúncias que haviam sido feitas pela vereadora nos últimos dias.

O site do jornal britânico “The Guardian” também noticiou a morte de Marielle Franco. “Marielle Franco, vereadora e crítica da polícia, é executada a tiros no Rio”, diz o título da reportagem. O texto cita a entrevista de dois policiais à Associated Press em que eles disseram que Marielle foi vítima de uma execução. O jornal lembra que ela era especialista na análise de violência policial e que no sábado havia acusado militares de serem muito agressivos na abordagem de moradores de favelas controladas por gangues.

O site de notícias News Deeply, de Nova York, também destacou o assassinato de Marielle em sua página na internet. O título escolhido para a reportagem foi: “Das favelas a vereadora, lutando pelos direitos das mulheres no Rio”.

O site destaca o trabalho de Marielle pelas mulheres negras de favela.

“Quando Marielle Franco decidiu concorrer a um lugar no município do Rio de Janeiro, ela já teve três ataques contra ela nos olhos do público eleitoral: ela é mulher, ela é afro-brasileira e ela vem da favelas, favelas urbanas da cidade. Apesar das probabilidades, ela foi eleita para a Câmara da cidade no ano passado, e desde então tornou prioritário lutar pelos direitos de seus constituintes femininos”.

O jornal peruano El Comércio relatou o crime contra a vereadora carioca. A publicação ainda diz que Marielle era uma dura crítica da intervenção federal na Segurança Público do Rio.

 

A revista francesa “Paris Match” frisou que o crime contra a vereadora gerou grande comoção no Brasil e citou que várias manifestações foram marcadas nesta quinta-feira. ]

A rede britânica “BBC” ressaltou que Marielle Franco foi, no último mês, nomeada relatora na comissão que acompanhará o andamento da intervenção federal nas favelas do Rio. A matéria também lembrou uma publicação no Twitter feita um dia antes do crime, em que a vereadora questionou a atuação da Polícia Militar após a morte de um jovem inocente.

O motorista que estava com ela também foi morto na ação. Ela também estava acompanhada de uma assessora, que foi atingida por estilhaços. Marielle estava indo para casa na Tijuca quando foi morta.

A Polícia Civil recolheu pelo menos oito cápsulas no local. Segundo a Polícia Militar, um carro teria emparelhado e os ocupantes abriram fogo, fugindo em seguida. A janela à direita no banco de trás, onde estava Marielle, ficou estilhaçada com os tiros.

Mestrado sobre a UPP

A vereadora se formou pela PUC-Rio, e fez um mestrado em Administração Pública pela UFF (Universidade Federal Fluminense), com o tema: “UPP: a redução da favela a três letras”. Marielle trabalhou em organizações como a Brasil Foundation e o Ceasm (Centro de Ações Solidárias da Maré). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), ao lado de Marcelo Freixo.

Em 2005, uma de suas amigas mais próximas morreu, vítima de bala perdida, durante um tiroteio entre policiais e traficantes na Maré. O episódio impulsionou seu engajamento na defesa dos direitos humanos e contra ações violentas nas favelas.

Um ano depois, ela fez campanha para Marcelo Freixo se tornar deputado estadual e, desde então, é sua assessora parlamentar. Na Zona Sul, Marielle esteve entre os cinco candidatos mais votados em quase todos os bairros (no Jardim Botânico, foi a segunda). Na zona eleitoral da Maré, foi a quinta.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Com nova diretoria, FCDL quer aumentar a qualificação de empreendedores do mercado do varejo
Juízes federais e do trabalho param em defesa de auxílio-moradia de 4,3 mil reais
Pode te interessar