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Economia O Banco Central adiou mais uma vez a implementação do PIX Cobrança

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QR Code poderá incluir multa, juros e desconto, e será uma alternativa ao boleto.(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Banco Central (BC) decidiu adiar mais uma vez o início da implementação da oferta do PIX Cobrança para pagamentos com vencimento – uma das novas funcionalidades para o sistema de pagamentos instantâneos, que permitirá a lojistas, prestadores de serviços e outros empreendedores emitir um QR Code com vencimento futuro.

Instrução Normativa publicada no Diário Oficial da União determina que os participantes do PIX enquadrados na modalidade provedor de conta transacional devem estar aptos para oferecer aos usuários finais a leitura de QR Code para pagamentos com vencimento até o dia 14 de maio.

A medida alterou regulamento anterior que fixava a data de 15 de março como prazo para a implementação da nova funcionalidade. Antes do primeiro adiamento, o regulamento determinava inserção até 4 de janeiro.

Também foi alterado o prazo para que os participantes do PIX que já ofertam o PIX Cobrança precisem concluir as etapas de validação de QR Codes. O limite foi de 14 de março para 30 de abril de 2021.

Quando anunciou o PIX Cobrança em outubro, o BC explicou que o QR Code com vencimento futuro funcionará como um boleto. Nessa emissão, o comerciante poderá incluir — além do valor — juros, multas e descontos.

Desde 16 novembro, já está em operação o PIX Cobrança para para pagamentos imediatos. Nessa modalidade, basta o consumidor apontar o celular para o QR Code para a compra ou operação ser concluída.

Aumento no limite

Recentemente, o Banco Central anunciou um aumento no limite de pagamentos do PIX, sistema de transferências bancárias gratuito lançado no ano passado. A partir de agora, é possível realizar operações com 100% do valor da TED ou compras no cartão de débito, o dobro da capacidade praticada anteriormente.

Com o aumento do limite, os usuários podem realizar transferências com valores maiores, mas o número exato é variável. As instituições financeiras definem o teto de pagamentos com o PIX, que pode mudar de acordo com as regras da banco, relação do cliente com o sistema e horário da operação.

Para saber o novo valor máximo que você pode transferir, é necessário entrar em contato com seu banco ou checar seu aplicativo de internet banking, que pode trazer a informação. Algumas instituições também divulgam os valores em seu site, como é o caso da Caixa, que oferecia teto máximo de R$ 5 mil e ainda não atualizou a tabela de limites.

O aumento de valor para transferências via PIX faz parte do planejamento do Banco Central para a ferramenta em 2021. Com a mudança, a tendência é que o sistema gratuito lançado no ano passado ganhe ainda mais força para substituir a TED e a DOC, bem como pagamentos com boleto e até dinheiro.

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