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Brasil O Banco Central vai aumentar a oferta de swap cambial para conter a escalada do dólar

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Operações representam a injeção de recursos novos no sistema. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Após mais um dia de grande volatilidade no câmbio, o Banco Central decidiu aumentar a oferta de swap cambial para 15 mil contratos a partir da próxima segunda-feira (21). Até sexta-feira (18), a autoridade monetária vinha ofertando 5 mil contratos nos leilões de swap tradicional realizados todas as manhãs. Com isso, o valor ofertado passará de US$ 250 milhões para US$ 750 milhões. Essas operações representam a injeção de recursos novos no sistema, que ajudam a conter a escalada do dólar.

Como é usual, os contratos têm início sempre no primeiro dia útil após a realização dos leilões, feitos normalmente entre 9h30min e 9h40min, com resultado divulgado às 9h50min. “O BC ressalta que os montantes das ofertas adicionais de swap poderão ser revistos e se reserva o direito de realizar atuações discricionárias, caso seja necessário”, afirmou a instituição, em nota.

Na sexta-feira, o BC vendeu o lote integral de 5 mil contratos de swap cambial tradicional no valor total de US$ 250 milhões. Para 2 de julho de 2018, foram negociados os 4 mil contratos, no valor de US$ 200 milhões. Para 1º de outubro de 2018, foram negociados os mil contratos, no valor de US$ 50 milhões.

Na sexta-feira anterior (11), o BC havia informado por meio de nota o desdobramento do leilão único diário que vinha sendo feito, de 8.900 contratos, em duas operações: uma de 4.225 contratos (US$ 211,3 milhões), para rolagem e outra de 5 mil (US$ 250 milhões), para injeção de recursos no sistema. A oferta desses 4.225 contratos de swap para rolagem não sofrerá alterações para a próxima semana.

Após ser bastante criticada pelo mercado por ter surpreendido ao manter a Selic em 6,5% ao ano última reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), contrariando as expectativas geradas pela própria comunicação do BC, a autoridade monetária aproveitou a nota para alegar que a sua atuação no mercado cambial é separada de sua política monetária.

O documento repetiu o comunicado da última reunião do Copom, de quarta-feira (16), ao reiterar que “eventuais impactos de choques externos sobre a política monetária são delimitados por seus efeitos secundários sobre a inflação (ou seja, pela propagação a preços da economia não diretamente afetados pelo choque)”.

Dessa vez, porém, o BC acrescentou que esses efeitos tendem a ser mitigados pelo grau de ociosidade na economia e pelas expectativas e projeções de inflação ancoradas nas metas. “Não há, portanto, relação mecânica entre o cenário externo e a política monetária”, justificou o BC.

No swap cambial, o mercado embolsa a variação do dólar e mais uma taxa prefixada. Em troca, fica devendo ao BC a variação da Selic. Se o dólar valorizar mais que a Selic, o mercado ganha essa diferença, mais a taxa contratada. Se os juros subirem mais que a moeda americana, é o mercado que paga a diferença.

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