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Brasil O Banco Nacional do Paraguai confirma que Ronaldinho Gaúcho depositou dinheiro para fazer os passaportes falsos

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Cédula de identidade produzida para Ronaldinho Gaúcho. (Foto: Ministério Público do Paraguai)

O Banco Nacional do Paraguai confirma que Ronaldinho Gaúcho depositou dinheiro para fazer os passaportes falsos

O caso envolvendo a prisão de Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão Assis ganhou um novo capítulo. Em entrevista à ABC Cardinal, Carlos Florentín, presidente do Banco Nacional de Fomento (BNF), no Paraguai, confirmou que o ex-jogador e o seu irmão realizaram três depósitos em contas diferentes, com o valor total de 90 milhões de guaranis (cerca de R$ 63 mil).

– Realmente são três depósitos que somam 90 milhões (de guaranis), que são para três pessoas. Não precisa ser cliente (do banco) para fazer isso, porque pode fazer pelo nome da pessoa que solicita – disse Carlos Florentín, que revelou os nomes de Ronaldinho, Assis e Wilmondes Sousa Lira.

O valor seria uma espécie de caução para iniciar o processo de elaboração dos passaportes falsos. Ronaldinho Gaúcho foi preso na última quinta-feira, por conta de documentos adulterados com informações falsas. A defesa do ex-jogador e do seu irmão alega que eles não sabiam da irregularidade.

Empresária é investigada por lavagem

Dalia López, a empresária paraguaia que convidou Ronaldinho Gaúcho para o Paraguai e teria administrado a produção dos documentos falsos pelos quais o ex-jogador de futebol está detido, começou sua carreira como uma humilde secretária. Hoje, ela movimenta milhões de dólares e é investigada por lavagem de dinheiro.

Quando o rosto de Dalia López Troche começou a inundar as notícias da mídia paraguaia, em Santa Rosa del Mbutuy, um pequeno distrito rural no departamento de Caaguazú, a cerca de 180 quilômetros de Assunção, todos estranharam.

Ninguém na pequena cidade entendeu como as propriedades da mulher cresceram tanto. A humilde casa de seus pais se tornou uma mansão inteira não muito longe do centro da cidade de Santa Rosa. Meses atrás, a liga de futebol de Santarroseña testemunhou o dia em que Lopez Troche pousou no campo de futebol em um helicóptero para entregar cerca de R$ 20 mil a um time local que tinha problemas econômicos. No final da temporada, o time acabou sendo campeão.

O nome de López Troche, uma “empresária nacional e internacional”, como ela gosta de se apresentar, ganhou relevância no Paraguai com a chegada em Assunção do ex-jogador de futebol Ronaldo de Assis Moreira, o Ronaldinho. Foi ela quem o convidou o craque citado no seu livro “Gênio da Vida” a acompanhar a apresentação de clínicas móveis que deveriam oferecer atendimento médico às crianças do interior do país.

O nome da mulher ganhou ainda mais relevância quando Ronaldinho e seu irmão Roberto Assis foram presos há quase uma semana por circularem com documentos originais de identidade paraguaia, mas com conteúdo falso. Documentos que ela seria responsável por gerenciar, conforme revelado pelas declarações dos envolvidos. Mas vamos em partes.

Dalia começou em 1998 como secretária em uma clínica particular no General Aquino, distrito localizado no departamento de San Pedro, distante 300 quilômetros de Assunção. A região é marcada por numerosas plantações de maconha. Em 2011, treze anos depois, ela já havia se tornado acionista principal da empresa Permanent Oriental Holding S.A.

A empresa foi fundada com um capital no valor de 1 bilhão de guaranis (cerca de R$ 700 mil), a partir de uma parceria com Luis Alberto Gauto Cano, alguém que também “surgiu do nada” para ser o outro acionista. De acordo com dados da Alfândega, Gauto é um dos principais importadores de mercadorias da China para o Paraguai.

Em 2019, Dalia López estabeleceu a Fundação da Fraternidade Angélica, responsável pelo convite a Ronaldinho. Não existem muitas informações sobre a entidade. A fundação “serve os povos nativos e as diferentes áreas vulneráveis da sociedade”.

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