Quarta-feira, 29 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de março de 2020
Após ter o pedido de transferência para prisão domiciliar negado nesta terça-feira, os advogados de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, trabalham agora para recorrer à Segunda Instância. O recurso deve ser apresentado já nesta quarta-feira. A defesa do ex-jogador considera a prisão “ilícita, ilegal e abusiva”.
Ronaldinho e o irmão estão desde sexta-feira em um presídio de segurança máxima em Assunção, capital do Paraguai, após serem detidos por entrar no país com passaportes falsos. A dupla, inclusive, foi levada algemada a um tribunal no sábado. Nesta terça-feira, eles chegaram a oferecer como garantia o imóvel que serviria como prisão domiciliar, no valor de US$ 770 mil dólares (cerca de R$ 4 milhões), mas o juiz negou a oferta.
Os advogados de defesa também apontaram durante a audiência realizada no Palácio de Justiça que o Ministério Público paraguaio trata Ronaldinho e o irmão com discriminação pelo fato de eles serem estrangeiros. “Tal coisa não existe. O Paraguai é um país legalmente soberano e essa soberania deve ser imposta. Contamos com fatos e argumentos sólidos para apoiar a prisão preventiva. Além disso, existe o perigo de fuga devido à falta de raízes dos réus no Paraguai”, disse o promotor Marcelo Pecci.
Há a suspeita de que Ronaldinho Gaúcho e o irmão façam parte de um possível esquema de falsificação de documentos, que envolveria funcionários públicos e pessoas do setor privado. A tese tentará ser derrubada pelos advogados do ex-jogador, que alegam que ele não sabia que o passaporte havia sido adulterado.
“Trata-se de uma investigação com fatos que comprometem a segurança documental, uma vez que foram apresentados cartões de identidade e passaportes falsificados. O fato é transcendente e está em um estágio incipiente”, afirmou Pecci.
Os defensores de Ronaldinho e o irmão também buscarão mostrar que não há risco de fuga. A prisão preventiva determina que os réus precisavam permanecer detidos durante a investigação, que pode durar até seis meses, de acordo com as leis paraguaias.
Na prisão
Ronaldinho Gaúcho segue preso na Agrupácion Especializada da Policia Nacional, em Assunção, no Paraguai, após a Justiça negar o pedido de prisão domiciliar para ele e seu irmão, Roberto de Assis Moreira. Novas imagens do ex-craque, que está em cárcere privado desde a noite de sexta-feira por documentos falsificados, dentro da instituição viralizaram nesta terça-feira. Nos registros, R10 aparece de regata vinho em um ambiente que aparece ser o pátio do presídio.
Segundo o jornal argentino “Clarín”, o ex-meia fez até um churrasco com os demais presos. A roupa das novas imagens é idêntica a primeira foto do ex-jogador divulgada de dentro da cadeia, que foi obtida pelo jornalista paraguaio Hernán Rodríguez, da emissora “Unicanal”, na segunda-feira. O que chamou a atenção foi o sorriso largo estampado no rosto do brasileiro, que parecia posar para a foto. Depois, ele também postou os novos registros.
Os irmãos Assis usam um banheiro comunitário e têm direito de usar o pátio externo com frequência. Os advogados da dupla lhes têm proporcionado as refeições, e eles não comeram a comida oferecida pela prisão. A instalação de segurança máxima tem cerca de 195 detentos, entre eles políticos e policiais acusados de corrupção e traficantes de drogas renomados.
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