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Tecnologia O Brasil acaba de ganhar um novo supercomputador capaz de ampliar significativamente a capacidade nacional de produzir previsões meteorológicas mais rápidas e mais detalhadas

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O supercomputador Jaci está instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). (Foto: Divulgação/Inpe)

O Brasil acaba de ganhar um novo supercomputador capaz de ampliar significativamente a capacidade nacional de produzir previsões meteorológicas mais rápidas e mais detalhadas, aperfeiçoar a modelagem climática e fortalecer o monitoramento ambiental, incluindo o apoio a alertas de desastres naturais.

O supercomputador Jaci está instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo. O equipamento substituirá o Tupã, que deve se aposentar definitivamente no primeiro trimestre deste ano.

Com capacidade de processamento 24 vezes maior, o Jaci permitirá a operação plena do novo modelo brasileiro de previsão climática e oceânica (Monan), projetado para apresentar com maior precisão as condições ambientais da América do Sul. Isso vai representar um salto fundamental para estudos de clima, impactos ambientais, agricultura, defesa civil e planejamento territorial.

A previsão do tempo futuro somente é possível com um bom diagnóstico das condições do tempo presente. Tal trabalho demanda uma infinidade de dados, atmosféricos e terrestres, coletados em terra e também via satélites.

Essa aferição inclui, por exemplo, as condições da cobertura vegetal, umidade do solo, monitoramento de nuvens, condições atmosféricas, temperatura, velocidade dos ventos, entre outros fatores, perfazendo um total de nada menos que 40 bilhões de informações.

“Enfrentamos um problema gigantesco atualmente, porque esse volume de informações não cabe em um computador comum”, explica José Aravequia, coordenador-geral de Ciências da Terra do Inpe, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. “As demandas atuais para previsão do tempo já não cabem no supercomputador anterior.”

Nos últimos anos, o Brasil tem visto a intensificação de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas fortes – a exemplo da tempestade recorde que inundou o Rio Grande do Sul, em maio de 2024 – e tornados, como o que destruiu Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, em novembro.

“O novo supercomputador é seis vezes mais potente em termos de cálculos e capaz de carregar em sua memória 20 vezes mais informações, ou seja, agora temos um sistema capaz de carregar todos esses dados”, diz Aravequia.

Quanto mais locais ou regionais forem as previsões climáticas demandadas, maior será a necessidade de processamento de dados. O mesmo acontece com a duração dos fenômenos. Previsões de poucos segundos, por exemplo, também demandam mais informações.

“Para os fenômenos severos, que em geral são aqueles que mais atingem a vida cotidiana e causam grandes prejuízos de vidas e danos materiais, precisamos de uma previsão com maior detalhamento temporal e espacial”, afirma Aravequia. O investimento no projeto foi de R$ 30 milhões, segundo o ministério.

Até 2028, o supercomputador deve incorporar, ainda, dados de qualidade do ar e volume de gases do efeito estufa na atmosfera. A partir de então, poderá gerar também previsões de cenários de mudanças climáticas nacionais para nortear as ações do governo de monitoramento e quantificação das emissões.

O supercomputador é o primeiro grande marco do projeto Renovação da Infraestrutura de Supercomputação, cujo objetivo é modernizar o Centro de Dados Científicos do Inpe. No total, essa atualização está orçada em aproximadamente R$ 200 milhões.

A iniciativa prevê a instalação de mais três novos sistemas de processamento de dados até 2028, a expansão da infraestrutura elétrica e a implementação de uma usina fotovoltaica. Assim, será possível garantir eficiência energética e sustentabilidade ao parque computacional.

“O maior problema dos grandes datacenters em todo o mundo hoje é o alto consumo de energia elétrica e de água”, explicou o coordenador-geral de Infraestrutura de Dados e Supercomputação do Inpe, Ivan Barbosa.

“Sobre a questão da água, optamos por tratar e reutilizar a água das diferentes lagoas que temos dentro do Inpe. Sobre a energia elétrica, estamos criando uma usina de geração elétrica fotovoltaica, soluções verdes e sustentáveis”, diz Barbosa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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