Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de dezembro de 2018
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou, na noite desta segunda-feira (17), os pré-indicados para a 91ª cerimônia do Oscar em nove categorias. “O grande circo místico”, de Cacá Diegues, que tentava representar o Brasil no prêmio de melhor filme estrangeiro, acabou ficando de fora da lista com nove longas.
“Pássaros de verão”(Colômbia), “A culpa” (Dinamarca), “Never look away” (Alemanha), “Assunto de família” (Japão), “Ayka” (Cazaquistão), “Cafarnaum” (Líbano), “Roma” (México), “Guerra Fria” (Polônia) e “Em chamas” (Coreia do Sul) foram os selecionados.
Com isso, o Brasil completará 20 anos sem um representante nesta categoria do Oscar — o último foi “Central do Brasil”, em 1999. Em 2004, “Cidade de Deus” teve quatro indicações, incluindo a de melhor diretor para Fernando Meirelles, mas não disputou como filme estrangeiro.
A Academia divulgou ainda concorrentes de documentários curta e longa-metragem, maquiagem e cabelo, trilha sonora, canção original, efeitos visuais e melhores curtas. A lista final com todos os indicados ao Oscar será anunciada no dia 22 de janeiro. A cerimônia está marcada para 24 de fevereiro, no Dolby Theatre. O apresentador da festa ainda é desconhecido desde que o comediante Kevin Hart desistiu da tarefa após críticas por piadas homofóbicas.
Finalistas:
Melhor filme estrangeiro
“Em Chamas”, de Lee Chang-dong (Coreia do Sul); “Culpa”, de Gustav Möller (Dinamarca); “Assunto de Família”, de Hirokazu Kore-Eda (Japão); “Ayka”, de Sergei Dvortsevoy (Cazaquistão); “Cafarnaum”, de Nadine Labaki (Líbano); “Roma”, de Alfonso Cuarón (México); “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski (Polônia); “Pássaros de Verão”, de Cristina Gallego e Ciro Guerra (Colômbia); “Werk Ohne Autor”, de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha).
Favorito
“Roma”, de Alfonso Cuarón, larga como favorito à estatueta. O representante mexicano, disponível na grade da Netflix, é inspirado nas lembranças da infância do diretor. Conta a história de Cleo, empregada doméstica de origem indígena, que trabalha e vive no casarão de seus patrões, brancos e membros de uma família de classe alta na capital do país.
Melhor documentário em longa-metragem
“Charm City”, de Marilyn Ness (EUA); “Comunhão”, de Austin Burns (EUA); “Crime + Punishment”, de Stpehen Maing (EUA); “Dark Money”, de Kimberly Reed (EUA); “O Distante Latidos dos Cães”, de Simon Lereng Wilmont (Dinamarca); “Free Solo”, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi (EUA); “Hale County This Morning, This Evening”
“Minding the Gap”, de RaMell Ross (EUA); “Of Fathers and Sons”, de Talal Derki (Alemanha, EUA, Síria, Líbano, Holanda, Qatar); “On Her Shoulders”, de Alexandria Bombach (EUA); “RBG”, de Julia Cohen e Betsy West (EUA); “Shirkers”de Sandi Tan (EUA); “The Silence of Others”, de Robert Bahar e Almudena Carracedo (EUA, Espanha, Canadá, França); “Three Identical Strangers”, de Tim Wardle (Reino Unido); “Won’t You Be My Neighbor?”, de Morgan Neville (EUA).
Melhor documentário em curta-metragem
“Black Sheep”, de Ed Perkins; “End Game”, de Rob Epstein e Jeffrey Friedman; “Lifeboat”, de Josefine Kirkeskov; “Los Comandos”, de Joshua Bennett e Juliana Schatz; “My Dead Dad’s Porno Tapes”, de Charlie Tyrell; “A Night at the Garden”, de Marshall Curry; “Period. End of Sentence.”, de Rayka Zehtabchi; “’63 Boycott”, de Gordon Quinn; “Women of the Gulag”, de Marianna Yarovskaya; “Zion”, de Floyd Russ.
Curta de animação
“Age of Sail”, de John Kahrs; “Animal Behaviour”, de David Fine e Alison Snowden
“Bao”, de Domee Shi; “Bilby”, de Pierre Perifel, JP Sans e Liron Topaz; “Bird Karma”, de William Salazar; “Late Afternoon”, de Louise Bagnall; “Lost & Found”, de Andrew Goldsmith e Bradley Slabe; “One Small Step”´, de Andrew Chesworth e Bobby Pontillas;
“Pépé le Morse”, de Lucrèce Andreae; “Weekends”, de Trevor Jimenez.
Curta-metragem
“Caroline”, de Logan George e Celinde Held; “Chuchotage”, de Barnabás Tóth; “Detainment”, de Trina McGee; “Fauve”, de Jeremy Conte; “Icare”, de Nicolas Boucart; “Marguerite”, de Marianne Farley; “May Day”, de Fedrik De Beul e Olivier Magis
“Mother”, de Rodrigo Sorogoyen; “Skin”, de Guy Nattiv; “Wale”, de Barnaby Blackburn.
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