Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2021
A quantidade de pessoas vacinadas contra o coronavírus chegou no sábado (13), a 9.667.997, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Em São Paulo, 2,7 milhões de pessoas receberam ao menos uma dose. O número está 794 mil imunizados em Minas e 759 mil no Rio, estados que lideram as estatísticas absolutas de aplicação. Proporcionalmente, o Amazonas é o local onde a população mais foi vacinada: 11,99% dos habitantes receberam a primeira dose.
O Ministério da Saúde informou que já distribuiu aos Estados cerca de 20 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, das quais 16 milhões são Coronavac, do Instituto Butantan com a chinesa Sinovac, e 4 milhões da vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.
A pasta anunciou que pretende assinar contrato com a Pfizer no início da semana que vem para aquisição de 100 milhões de doses até o fim do ano, o que se somaria a entregas já contratadas junto ao Butantan e Fiocruz. Outras 10 milhões de doses da Sputnik V foram confirmadas pelo ministério, que estima contar com vacina suficiente para toda a população brasileira até o fim deste ano.
Efeitos
Especialistas alertam que ainda vai demorar para o Brasil atingir índices como o de Israel, um exemplo na campanha de vacinação, ou como os Estados Unidos, que começaram a liberar atividades para pessoas vacinadas. Ainda temos poucas doses disponíveis e vacinamos menos de 5% dos grupos prioritários.
Mas, apesar de tantas incertezas, o Brasil pode, se tudo der certo e em um cenário muito otimista, chegar a 70% das pessoas com mais de 18 anos vacinadas no último trimestre deste ano. O “tudo dar certo” significa ter as milhões de doses prometidas nos cronogramas do Ministério da Saúde.
Até setembro, o governo prevê receber cerca de 225 milhões de doses. Isso é referente às doses contratadas, sem somar as intenções e negociações. Mas a própria pasta vem reduzindo, repetidamente, a quantidade de doses previstas para chegar ao país.
O último documento do governo, divulgado no dia 6 de março, diz que o país poderia ter quase 576 milhões de doses em 2021 – o suficiente para imunizar toda a população com mais de 18 anos. O cronograma traz a soma de contratos já firmados com a CoronaVac/Butantan, Oxford/Fiocruz, Aliança Covax/OMS e Covaxin (vacina ainda não aprovada pela Anvisa), além de negociações em tratativas com a Pfizer/BioNTech, Moderna, Johnson/Janssen e Sputnik V.
Um dos primeiros passos para pensar em voltar ao “velho normal” é vacinar os grupos prioritários. Com esse grupo protegido, o número de casos graves, hospitalizações e óbitos tende a cair.
Para o infectologista da Sociedade Brasileira de Imunizações Renato Kfouri, vacinar a população mais vulnerável pode permitir que as pessoas tenham mais mobilidade, já que a doença provavelmente terá um comportamento diferente.
“A partir do momento que protegermos essa população mais vulnerável, que é quem acaba sendo internada, que vai a óbito, vamos ter uma doença com outro comportamento, que raramente vai levar a caso grave, a morte, porque essa população estará protegida. Nessa hora você muda um pouco os cuidados, tratamento, isolamento. Você permite que a sociedade tenha uma mobilidade um pouco maior”, explica Kfouri.
Israel, país que já vacinou grande parte da população, viu as taxas de hospitalizações e óbitos caírem após a imunização dos mais velhos. “Vimos que em Israel, quando estava com 70% da população acima dos 60 anos vacinada, já começou a ver um impacto grande nos óbitos. Esses 70% correspondiam a 30% da população geral”, explica a epidemiologista da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel.
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