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Brasil O Brasil ultrapassou a marca de 35 mil mortes por coronavírus. Foram 1.005 registros em 24 horas. Os casos somam 645.771

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Um ponto importante do controle será a padronização da forma de encaminhamento dos casos suspeitos e confirmados do vírus. (Foto: Reprodução)

Um dia após tornar-se o terceiro país com mais mortes por coronavírus, o Brasil registrou 1.005 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva o total de óbitos para 35.026 no País, segundo balanço divulgado na noite desta sexta-feira (5), pelo Ministério da Saúde.

Por quatro dias consecutivos, o País contabilizou mais de mil mortes em 24 horas: foram 30.830 de de quinta para sexta e agora já são 645.771 infectados. A escalada de casos ocorre em meio a anúncios de planos de flexibilização da quarentena por Estados e municípios, o que tem sido visto com ressalvas por especialistas.

Pelo terceiro dia seguido, o Ministério da Saúde foi criticado pela demora em divulgar os dados oficiais da pandemia.

Questionado por jornalistas sobre os atrasos na divulgação de dados sobre a pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro disse: “Acabou matéria do Jornal Nacional”.

Depois, o presidente alegou que o atraso se devia à necessidade de pegar os dados mais consolidados, mas não explicou por que, por mais de 70 dias, foi possível consolidar os dados mais cedo. E nem por que os números que são divulgados às 22h constam de uma planilha que atualiza dados até as 19h.

Em seguida, como faz habitualmente, Jair Bolsonaro criticou o jornalismo da TV Globo e acrescentou: “Ninguém tem que correr para atender a Globo”.

Sobre a declaração, a Globo divulgou a seguinte nota:

“O público saberá julgar se o governo agia certo antes ou se age certo agora. Saberá se age por motivação técnica, como alega, ou se age movido por propósitos que não pode confessar mais claramente. Os espectadores da Globo podem ter certeza de uma coisa: serão informados sobre os números tão logo sejam anunciados porque o jornalismo da Globo corre sempre para atender o seu público”.

O Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos (109.042) e do Reino Unido (40.344) em óbitos por Covid. Países que já viveram o agravamento da pandemia só começaram a relaxar restrições de circulação ao menos um mês depois do pico. EUA, Reino Unido, Itália, França e Espanha esperaram, em média, 44 dias após o pico para flexibilizar quarentenas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que os países não podem reabrir sem ter capacidade para identificar onde o vírus está, isolar casos, mapear redes de transmissão e ter leitos para tratar todos os pacientes.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pode até deixar a OMS caso o órgão mantenha atuação “partidária”. O presidente, que tem contrariado orientações do órgão internacional sobre o combate à pandemia, afirma que “não precisa de gente lá fora dando palpite na saúde aqui dentro”. Há três semanas, o Ministério da Saúde do Brasil está sob comando de um interino, o general Eduardo Pazuello.

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