Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2018
O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse neste sábado (1º) em Horizonte (CE) que beneficiários do Bolsa Família que deixaram o programa porque encontraram emprego retornarão automaticamente se voltarem a ficar desempregados.
A agenda do candidato prevê atividades de campanha neste sábado no Ceará, reduto eleitoral do presidenciável do PDT, Ciro Gomes, que já governou o estado. Além de Horizonte, Alckmin visitará as cidades de Itapipoca e Caucaia.
“Quero trazer até aqui uma proposta nova. Quem tem o Bolsa Família, nós vamos trabalhar muito para crescer o emprego. Pode ter o emprego, carteira assinada, que, se, porventura, amanhã perder, automaticamente estará no Bolsa Família”, afirmou Alckmin.
“Então, não haverá nenhum receio de a pessoa conseguir o emprego, registrado, carteira assinada,. Porque ficará garantido o seu retorno automático ao Bolsa Família, caso haja algum problema”, disse o presidenciável.
Alckmin também afirmou que pretende dobrar o número de clientes de um programa de crédito com juros subsidiados ao pequeno empreendedor.
“Quero dobrar o número do crédito, o número de clientes do Credamigo, em que 67% são mulheres. Tem 2 milhões de clientes. Nós queremos chegar a 4 milhões”, afirmou.
O candidato também falou sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de negar o registro de candidatura do ex-presidente Lula à Presidência. “Olha, decisão judicial se respeita e se acata. De um lado positivo é que clareou. Nós vamos saber agora quem é o candidato. É importante, a campanha já começou, a gente sabe os candidatos, quem são e as suas propostas. E é isso o que interessa para o Brasil”, afirmou Alckmin.
A candidatura de Alckmin também foi contestada pela coligação de Henrique Meirelles, que alegou que nem todos os partidos que compõem a coligação do tucano explicitaram nas convenções a aliança com as demais siglas da chapa. “Não se trata de irregularidade na convenção, mas na formalização perante a Justiça Eleitoral, para ter validade e existência nessas eleições de 2018”, explicou a advogada Ângela Cignachi.
O objetivo era derrubar a candidatura ou, ao menos, retirar da coligação 6 partidos que apoiam Alckmin, o que reduziria seu tempo de propaganda no rádio e na TV. Por unanimidade, porém, os sete ministros do TSE rejeitaram os pedidos. O Ministério Público já havia se manifestado pela aprovação da candidatura e da chapa, ao constatar que os partidos haviam concordado em formar a coligação, ainda que de forma genérica.
“A impugnação procederia se houvesse vício na manifestação de vontade, mas não ficou clara a tentativa de enganar os convencionais ou dolosamente omitir informações essenciais […] Houve livre vontade das siglas, sem exceção”, assinalou o relator do processo, ministro Tarcísio Vieira. A maioria dos ministros entendeu que a coligação de Meirelles sequer poderia contestar a regularidade da chapa apontando uma fraude; neste ponto, divergiram apenas Edson Fachin e Admar Gonzaga, para quem o erro formal admite impugnação da chapa por outra sigla. Ao final dos votos, no entanto, os dois também se posicionaram pela aprovação da candidatura de Alckmin.
Os comentários estão desativados.