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Economia O celular já é o meio mais usado para realizar transações bancárias

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O celular já é responsável por um terço das transações bancárias. (Foto: Reprodução)

O celular já é responsável por um terço das transações bancárias, de acordo com pesquisa de tecnologia bancária da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) realizada pela Deloitte. Em 2014, o telefone móvel respondia por 10% das transações bancárias. No ano passado, saltou para 35%, quando foram contabilizados 71 bilhões de reais em operações financeiras. A internet foi a opção usada por 22% dos clientes, seguida pelo autoatendimento (14%), pontos de venda no comércio (13%), agências bancárias (8%), correspondentes (6%) e contact center, que contatos dos clientes feitos, prioritariamente, pelo telefone (2%). As informações são da revista Veja.

“Entre 2014 e 2017 aumentou em mais de três vezes o número de operações por mobile”, diz o diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban, Gustavo Fosse.

Juntos, internet e mobile já representam 58% do total de transações bancárias. Com o aumento do uso dos meios digitais, as instituições financeiras estão reduzindo o número de agências tradicionais. No ano passado, havia 21,8 mil unidades em todo o país, contra 23,4 mil no ano anterior. As agências digitais, por sua vez, subiram de 101 em 2016 para 373 no ano passado.

“O cliente está buscando mais conveniência e os bancos estão investindo nisso”, diz o representante da Febraban. No ano passado, as instituições financeiras aplicaram 19,5 bilhões de reais em tecnologia, alta de 5% na comparação com 2016, quando foram aportados 18,6 bilhões de reais.

A pesquisa revela ainda que o consumidor bancário está usando menos a opção de saque de recursos. Entre 2016 e 2017, o número de retiradas nas agências caiu 4%, significando 40 milhões de saques a menos no período. Por outro lado, as transferências de valores pelo celular subiram 85%.

“O comportamento do cliente está mudando e há uma migração forte para o mobile. Com a facilidade, pode-se acessar várias vezes, especialmente para operações de consulta”, destaca Fosse.

Pagamentos instantâneos

O BC (Banco Central) pretende autorizar a realização de pagamentos instantâneos no Brasil, sem a intermediação de bancos e sem restrições de dia e de horário, em todas as modalidades, ou seja: entre pessoas, empresas e também entre pessoas e empresas. Atualmente, as transferências são instantâneas apenas entre clientes do mesmo banco. No caso de bancos diferentes, apenas em horário comercial e dias úteis.

A instituição já solicitou a bancos e administradoras de cartões de crédito que enviem sugestões para desenvolver o sistema. O objetivo da medida é reduzir os custos de transação e, dessa forma, estimular a competição no segmento de meios de pagamento. Isso – ao menos em tese – pode forçar os bancos a reduzir as tarifas e os juros cobrados de pessoas físicas e empresas.

Na prática, o Banco Central vai regular o chamado P2P, o “peer-to-peer”, expressão em inglês que serve para designar transações realizadas de forma direta entre pessoas. Em alguns países, sobretudo na China, tecnologias de pagamento móvel e instantâneo floresceram à margem das instituições financeiras tradicionais.

No modelo que agora está em discussão no Brasil, as transferências poderão ser feitas a qualquer momento e pela tecnologia que o usuário desejar – os celulares do tipo smartphone, por exemplo. Uma pessoa poderá enviar dinheiro da conta-corrente para o cartão de crédito de outra, dentre outras possibilidades.

“Vamos trabalhar para deixar disponível a infraestrutura que permita pagamentos serem feitos 24 horas por dia, durante os sete dias da semana”, ressaltou o diretor de política monetária do BC, Reinaldo Le Grazie. O plano, de acordo com ele, é desenvolver uma estrutura de mercado que possibilite a todos os participantes, inclusive “fintechs”, oferecer alternativas de pagamento direto e instantâneo.

A novidade exigirá pelo menos duas mudanças no setor: a possibilidade de transferência de recursos entre contas bancárias e cartões de crédito (de forma que as operações possam ser liquidadas) e a revisão dos padrões do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), que hoje não permite a realização de depósitos entre contas de bancos diferentes fora do horário comercial.

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