Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de dezembro de 2020
O Instituto Chileno de Saúde Pública autorizou o uso da vacina da Pfizer e da BioNTech contra a covid-19 nesta quarta-feira (16), em um momento em que novas infecções no país sul-americano mostram um aumento leve, mas sustentado. A imunização será voluntária e gratuita.
A autorização veio após uma longa reunião de um painel de especialistas do Instituto de Saúde Pública (ISP) que votou por unanimidade a favor do “uso excepcional no Chile” da vacina Pfizer.
O Chile firmou convênios com diversos laboratórios para garantir 32,4 milhões de doses para inocular 16,2 milhões dos 19 milhões de habitantes do país.
Moderna
O comitê consultivo da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) confirmou que a vacina experimental para a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica americana Moderna é 94,1% eficaz, de acordo com os resultados revisados da fase 3 dos testes clínicos.
Em uma análise preliminar divulgada na terça-feira (15), a FDA informou que “com base na totalidade das evidências científicas disponíveis, os benefícios da vacina mRNA-1273 para covid-19 superam seus riscos de uso em indivíduos com 18 anos de idade ou mais”.
“As análises de subgrupos primários de eficácia mostraram estimativas de pontos de eficácia semelhantes entre grupos de idade, gêneros, grupos raciais e étnicos e participantes com comorbidades médicas associadas a alto risco de covid-19 grave”, destaca a FDA.
A Moderna pediu a autorização para uso emergencial do produto nos EUA no dia 30 de novembro. Na semana passada, a FDA aprovou o uso emergencial da vacina desenvolvida pela farmacêutica americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech.
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) informou nesta quarta que a farmacêutica norte-americana Pfizer enviou os dados da fase 3 dos testes da BNT162b2, sua candidata à vacina contra a covid-19.
No Brasil, 2,9 mil voluntários participam dos testes. O governo federal negocia a compra de 70 milhões de doses da vacina.
O procedimento não significa que a empresa pediu o registro do produto no País: na etapa atual, a empresa busca acelerar o trâmite e preparar a futura solicitação.
Com a nova remessa de documentos, a empresa segue o chamado “processo de submissão contínua” previsto pela agência federal para acelerar o recebimento de dados dos fabricantes que desenvolvem as possíveis vacinas contra o novo coronavírus.
Na submissão contínua, as empresas não vão precisar ter todos os documentos reunidos para apresentá-los de uma vez só à Anvisa, como normalmente ocorre.
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