Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| Acusado de intermediar o suposto recebimento de propinas por meio da aquisição de dois imóveis pela Odebrecht, o compadre de Lula foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro

Compartilhe esta notícia:

Em depoimento, Teixeira foi questionado por Moro sobre o pagamento de honorários em espécie. (Foto: Lula Marques/AGPT)

O advogado do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira, foi interrogado nesta terça-feira (19) como o último réu a ser ouvido pelo juiz federal Sérgio Moro em ação penal na qual o ex-presidente é investigado por supostas propinas de 75 milhões de reais da Odebrecht. Nesta mesma ação, o compadre de Lula é acusado de intermediar o suposto recebimento de propinas ao petista por meio da aquisição de dois imóveis, pela Odebrecht. O advogado foi o último réu interrogado e, agora, o processo entra na fase em que as defesas e o Ministério Público Federal vão apresentar as considerações finais.

Um imóvel, em São Paulo, no valor de 12 milhões de reais, onde supostamente seria sediado o Instituto Lula, e o outro, em São Bernardo do Campo, no valor de 504 mil reais, vizinho do apartamento onde mora o ex-presidente. A atuação do advogado teria sido em torno da ocultação da propriedade dos imóveis, atribuída a Lula, segundo o Ministério Público Federal.

Em depoimento, Teixeira, que alegou ter atuado apenas como advogado de Glaucos da Costamarques, primo de José Carlos Bumlai, foi questionado por Moro sobre o pagamento de honorários em espécie.

A solicitação do advogado, objeto de pergunta do magistrado, consta na denúncia do Ministério Público Federal como um pagamento extra, ‘por fora’, para a corretora de imóveis Edna Barros de Castro.

“Esse valor é um valor por dentro porque inclusive foi objeto de e-mail meu para a empresa pedindo para substituir o cheque por valor, porque assim foi solicitado. Evidente que isso não é por fora. É por dentro. Se não fosse por dentro eu não teria colocado isso no e-mail. Até porque inclusive, em espécie é dinheiro que tem curso normal. Isso não é proibido. Seria proibido negar curso à moeda brasileira”.

O criminalista Antônio Cláuidio Mariz de Oliveira, que defende Roberto Teixeira, disse que em seu interrogatório o compadre de Lula mostrou ter atuado nos episódios da compra do terreno para o Instituto Lula e da locação do apartamento em São Bernardo do Campo, exclusivamente, como advogado. “Roberto Teixeira tratou no primeiro caso de desembaraçar uma série de entraves jurídicos existentes em relação ao imóvel. Recebeu honorários, por isso, e teve a sua missão cumprida, razão pela qual saiu do caso não acompanhando seus desdobramentos.”

“Com relação ao apartamento [em São Bernardo do Campo], o mesmo se deu, ele atuou exclusivamente como advogado. Houve a compra do imóvel e a sua locação, ambos os negócios jurídicos por ele assistidos. E não houve mais da sua parte nenhuma interferência.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
A reforma trabalhista corre o risco de perder força na Justiça. Parte dos juízes acredita que o texto contraria a Constituição
Comunicado sobre a greve do Cpers
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x