Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de maio de 2018
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados arquivou o processo que pedia a cassação do mandato do deputado Alberto Fraga (DEM-DF). Por 10 votos a um, o colegiado aprovou parecer do deputado Adilton Sachetti pelo arquivamento da representação protocolada pelo PSOL, que acusa Fraga de usar as redes sociais para difamar e caluniar a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no dia 14 de março.
Para o relator, os parlamentares têm imunidade de opinião mesmo estando fora da Casa. Além disso, Sachetti argumentou que Fraga reconheceu o erro e pediu desculpas pela postagem. O parlamentar escreveu no Twitter que Marielle “engravidou aos 16 anos”, era ex-esposa do traficante Marcinho VP, usuária de drogas e defensora do Comando Vermelho.
Pela primeira vez desde que a representação foi aceita, o deputado Alberto Fraga participou da reunião do Conselho de Ética. O parlamentar reconheceu que errou ao divulgar uma publicação sem checar as inmformações. “Como coronel, como policial, deveria ter checado, esse foi meu o erro”.
Apesar de reconhecer o pedido de desculpas de Fraga, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), criticou a decisão do colegiado. “Estamos convictos de que tínhamos que fazer essa representação, para apontar a gravidade do problema que deveria ir além de uma mera inadmissibilidade”, disse.
No início da sessão, o deputado Pompeu de Matos (PDT-RS) chegou a apresentar voto em separado favorável à continuidade do processo. Segundo ele, apesar de admitir o erro, Fraga ainda não havia se retratado formalmente quanto às difamações. Contudo, após o pedido de desculpas de Fraga, Matos decidiu retirar o parecer.
Armas
Cinco submetralhadoras desapareceram do arsenal da Polícia Civil do Rio de Janeiro até 2011, de acordo com informações obtidas pela imprensa carioca. Conforme os peritos, as armas – modelo HK MP-5, fabricado na Alemanha – são do mesmo tipo utilizado na execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, na noite de 14 de março.
De acordo com informações extraoficiais, havia exatamente 71 submetralhadoras HK MP-5 no arsenal da corporação. Em 2011, porém, um recadastramento foi constatado que cinco delas haviam desaparecido das cerca de 60 que estavam em uso pelas forças de segurança.
As outras 11 submetralhadoras do mesmo tipo pertencem ao Bope (Batalhão de Operações Especiais) e foram cedidas ao TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). Foi confirmado que nenhuma delas foi extraviada ou roubada.
Durante a reconstituição do assassinato, realizada com testemunhas do crime, foi identificado o som da arma como sendo parecido com os dos disparos feitos na noite de 14 de março em uma rua da região central da capital fluminense.
Segundo especialistas em segurança pública, esse tipo de arma tem sido pouco utilizado no Rio de Janeiro, ao menos no que se refere às estatísticas oficiais. Até hoje, os registros apontam que somente 17 unidades foram apreendidas com criminosos no Estado.
Os comentários estão desativados.