Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2020
A epidemia do novo coronavírus é “a maior emergência de saúde” na China desde a fundação do regime comunista comunista em 1949, afirmou o presidente Xi Jinping neste domingo (23). A epidemia de pneumonia viral “tem a transmissão mais rápida, o maior variedade de infecção e tem sido a mais difícil de prevenir e controlar”, declarou Xi durante uma reunião sobre a crise. O coronavírus infectou cerca de 77 mil pessoas e matou mais de 2.500 na China. As informações são das agências de notícias AFP e Reuters.
O presidente afirmou ainda que a China deve aprender com as “deficiências” expostas na resposta ao vírus. Xi Jinping vem enfrentando forte pressão pela condução do país no controle da doença. Na semana passada, a polícia chinesa prendeu o jurista Xu Zihyong, crítico do governo de Pequim que havia pedido recentemente a renúncia do presidente pela gestão da epidemia.
Restrições a viagens
Itália, Coreia do Sul e Irã relataram aumento acentuado nas infecções por coronavírus nesta segunda-feira, mas a China relaxou algumas restrições a viagens já que taxa de novas infecções lá diminuiu e uma equipe da Organização Mundial de Saúde disse o ponto de virada foi alcançado no epicentro, Wuhan.
O vírus colocou cidades chinesas em isolamento, interrompeu o tráfego aéreo e bloqueou as cadeias de suprimentos globais, de carros e peças a smartphones.
Mas as ações da China, especialmente em Wuhan, provavelmente impediram centenas de milhares de casos, disse o chefe da delegação da OMS na China, Bruce Aylward, pedindo ao resto do mundo que aprenda a lição de agir rápido.
“O mundo está em dívida com vocês”, disse Aylward de Pequim ao povo de Wuhan. “As pessoas daquela cidade passaram por um período extraordinário e ainda estão passando.”
A onda de casos fora da China continental provocou quedas acentuadas nos mercados globais de ações uma vez que os investidores buscavam ativos seguros.
Mas o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, alertou para não tirar conclusões precipitadas sobre o impacto na economia global ou nas cadeias de suprimentos, dizendo que era muito cedo para saber.
Aylward afirmou que várias fontes de dados sugerem que a taxa de infecção em Wuhan está caindo: “Eles estão em um ponto agora em que o número de pessoas curadas saindo dos hospitais a cada dia é muito maior do que os doentes que entram.”
O chefe da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que usar o termo “pandemia” não se encaixa nos fatos. “Temos que nos focar em contenção ao mesmo tempo em que nos preparamos para uma potencial pandemia”, disse ele a repórteres em Genebra, acrescentando que o mundo não está testemunhando uma disseminação descontrolada nem mortes em larga escala.
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