Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de fevereiro de 2020
O deputado federal Pastor Marco Feliciano (sem partido) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que compartilhou um vídeo endossando manifestações contra o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal. “O presidente nada fez a não ser compartilhar [vídeos de convocação para um ato no dia 15 de março] com um grupo privado de amigos. Ele não publicou em suas redes sociais, portanto, não convocou!”, disse em mensagem enviada à coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o deputado, cabe ao Congresso respeitar seus limites institucionais e “parar de tentar reescrever a Constituição via projeto de lei”. Feliciano ainda afirma que, ao querer comandar a execução do orçamento, Câmara e Senado atentam contra a separação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
“Diante disso, [é] natural que os apoiadores do presidente saiam às ruas para protestar contra aquilo que acham errado”, afirma o deputado ao defender que o ato não representa um ataque ao Congresso, mas um posicionamento contrário a decisões tomadas por ele.
Feliciano ainda acusa o “establishment” de promover uma “narrativa golpista” contra Bolsonaro ao acusá-lo de atacar instituições democráticas. “Querem paz? Que comecem então a ter responsabilidade e parem de atacar as instituições republicanas”, diz.
Ataques ao Congresso
Ainda segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, uma troca de mensagens e de imagens com ataques ao Congresso entre empresários do movimento Brasil 200 chegou ao conhecimento de parlamentares e levantou suspeitas sobre a origem do financiamento de vídeos com agressões ao Legislativo. O grupo apoiou a eleição de Jair Bolsonaro.
Em uma das mensagens, Edgard Corona, dono da rede de academias Bio Ritmo, envia vídeos que atacam o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e afirma: “Temos de impulsionar esses vídeos. Precisamos de dinheiro para investir em mkt [marketing]”.
Corona afirma que o Brasil 200 está preocupado com os rumos da reforma tributária no Congresso e que apenas afirmou aos colegas empresários que são necessários “recursos para divulgar, dentro da lei, a nossa posição”.
Ele admite que compartilhou vídeos com ataques a Maia, mas só para “as pessoas [do Brasil 200] saberem que eles existem”. Disse que já elogiou publicamente o presidente da Câmara e afirma que, no ano passado, “a produção legislativa foi brilhante”.
Gabriel Rocha Kanner, que preside o Brasil 200, afirma que a reforma tributária “abraçada por Maia” é “muito ruim” e precisa ser mais bem discutida. “O setor produtivo tem responsabilidade e dever de se posicionar.”
Ele admite que o grupo “conversou sobre fazer uma campanha alertando para os perigos da reforma”. Mas diz que as mensagens impulsionadas nas redes sociais do movimento não têm ataques pessoais a Maia nem ao Congresso.
“Esses prints [de ataques] não são de nossa autoria”, finaliza Kanner. O Brasil 200 é integrado ainda por empresários como Luciano Hang, da Havan, Sebastião Bomfim, da Centauro, e João Appolinário, da Polishop.
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