Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Brasil O deputado “rifado” do Ministério do Trabalho de Temer pediu para deixar a vice-liderança do governo federal na Câmara dos Deputados

Parlamentar foi vetado por Sarney. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Rifado do Ministério do Trabalho depois de ter seu nome vetado pelo ex-presidente José Sarney (MDB), o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) pediu nesta terça-feira (9) para deixar o cargo de vice-líder do governo na Câmara.

O ofício foi entregue nesta manhã ao líder do governo na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

“Diante das circunstâncias e para evitar embaraços do sr. presidente Michel Temer com o sr. ex-presidente José Sarney, notifico meu desinteresse de continuar como vice-líder, por conseguinte, solicito a minha destituição”, afirma Fernandes no documento pelo jornal Folha de S.Paulo.

Fernandes é hoje um dos atuais 14 vice-líderes do governo na Câmara. Até o ano passado, eram 15, mas o deputado Rocha (PSDB-AC) pediu para deixar o posto.

O regimento interno da Câmara diz que líder e vice-líderes do governo podem fazer uso da palavra em sessões, encaminhar votações e participar do trabalho de comissões mesmo que não sejam membros, embora, neste último caso, não possam votar.

Fernandes havia votado a favor do governo nas principais pautas do governo: PEC do teto dos gastos públicos, reforma trabalhista, terceirização, reforma do ensino médio e nas duas denúncias da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Temer.

Rocha, o primeiro a deixar a vice-liderança, havia faltado a uma votação e contrariado o governo em outras três, inclusive nas das denúncias.

Quase ministro

Pedro Fernandes chegou a ser escolhido para comandar o Ministério do Trabalho, mas teve o nome vetado por José Sarney (MDB), que nega o veto.
Com isso, Temer negociou o comando da pasta com o delator do mensalão e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que indicou a filha para o cargo.

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) já foi nomeada ministra. A posse da nova ministra estava prevista para esta terça (9), mas uma ação popular foi movida após a revelação de que a deputada do PTB foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas.

A Justiça Federal do Rio suspendeu, em decisão provisória (liminar) a posse. A AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu junto ao TRF-2 (Tribunal Regional da 2ª Região), mas o desembargador Guilherme Couto de Castro negou o recurso na tarde desta terça.

O presidente Michel Temer se reuniu na tarde desta terça com Cristiane, Jefferson e o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Ao blog do colunista do G1 Gérson Camarotti, Arantes afirmou que o partido mantém a indicação de Cristiane.

 

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