Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de janeiro de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acontecerá no dia 24, em Porto Alegre, tem dado muito o que falar. Não são poucos os convites e incentivos de políticos aliados ao petista para que os movimentos sociais e as entidades sindicais de esquerda de todo o País se juntem em manifestações de apoio ao ex-presidente.
Já sabemos que esses grupos são especialistas em fazer baderna, tanto que o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), pediu que a Força Nacional e o Exército estivessem presentes na cidade nessa data, devido ao receio de depredações e ocupação desordenada de espaços públicos pelos manifestantes, ameaçando a segurança da população, o patrimônio público e privado.
Acredito que, durante o julgamento, não haverá violência, haja vista a não-existência de um “time” contrário para confrontar as manifestações. Até porque se trata de uma quarta-feira e o povo precisa trabalhar. Tenho claro que o sentimento da grande maioria é de que a sentença será favorável à condenação, dado o histórico que se conhece do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
Diante disso, penso que a esquerda pretenderá fazer desse momento um marco da “saga” histórica do seu amado líder. É uma situação que deve ser tratada com cautela e é o que o prefeito Marchezan está tentando fazer, ao pedir reforço na segurança, apesar de ter sido pesadamente criticado de ter jogado “gasolina” no caso, ao invés de apaziguar.
Pense que, se chega a ocorrer qualquer ato de violência ou dano material e a prefeitura não tenha tomado alguma ação preventiva para conter, ela sofreria duras críticas da mesma forma. Espero, então, que a Justiça tenha os argumentos e provas necessários em prol de uma decisão correta, para que não restem dúvidas sobre a sentença, apesar de já estarmos contando, em caso de condenação, com atos exacerbados e desmedidos, como historicamente acontece – e não haverá lei ou decreto que os farão parar.
Theodora Cioccari – Engenheira e associada do IEE (Instituto de Estudos Empresariais)
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