Terça-feira, 07 de Julho de 2020

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Brasil O endividamento das famílias brasileiras alcançou o maior índice desde setembro de 2015

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O cartão de crédito foi apontado como a principal fonte de dívida por 78% das famílias endividadas. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O percentual de famílias endividadas alcançou 62,4% em março deste ano, segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O índice é superior aos 61,5% de fevereiro e 61,2% de março do ano passado. E também é o maior patamar alcançado desde setembro de 2015.

“Apesar da alta do percentual de endividados, o comprometimento médio de renda com o pagamento de dívidas ficou estável, refletindo condições ainda favoráveis de juros e prazos”, comentou Marianne Hanson, economista da Confederação.

Famílias com renda menor 

A pesquisa identificou também que o endividamento das famílias que ganham até dez salários mínimos passou dos 62,4% em fevereiro para 63,5% em março.

Se comparado com o mesmo período do ano passado, houve uma variação positiva de 0,7%. Já para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual de endividamento ficou estável entre fevereiro e março de 2019, em 58,3%, mas aumentou se comparado a março do ano passado, quando marcou 54%.

Inadimplência

A inadimplência também aumentou no último mês. O total de famílias com dívidas ou contas em atraso cresceu de 23,1% em fevereiro para 23,4% em março. Em março de 2018, porém, a fatia de inadimplentes era mais elevada, de 25,2%.

O porcentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso – e que, portanto, permaneceriam inadimplentes – aumentou de 9,2% em fevereiro para 9,4% em março deste ano. Em março do ano passado, o índice estava em 10,0%.

Segundo a CNC, a recuperação gradual das concessões de crédito e do consumo das famílias impulsiona o endividamento, mas houve impacto também da incidência dos gastos extras característicos de início de ano, ocasionando uma demanda maior por empréstimos.

“Entretanto, apesar da alta do porcentual de endividados, o comprometimento médio de renda com o pagamento de dívidas ficou estável, refletindo condições ainda favoráveis de juros e prazos”, lembrou Marianne Hanson, economista da CNC responsável pela pesquisa, em nota oficial.

Em março, as famílias endividadas tinham, em média, 29,1% da renda comprometida com contas a pagar em cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro ou seguro. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 6,8 meses.

O cartão de crédito foi apontado como a principal fonte de dívida por 78% das famílias endividadas, seguido por carnês (14,4%) e financiamento de carro (10%).

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