Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de janeiro de 2018
O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC) estreou na pesquisa para o Palácio do Planalto como um dos líderes em rejeição. Segundo o Datafolha, 44% dos eleitores dizem que não votariam em Collor “de jeito nenhum” -taxa semelhante à de Luiz Inácio Lula da Silva (40%).
Collor, que deixou a Presidência em meio a um processo de impeachment em 1992, aparece com até 3% das intenções de voto.
Em um dos quadros, ele tem 1%, numericamente empatado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD).
Collor é filiado a um partido nanico e se lançou ao Planalto há duas semanas. Maia e Meirelles trabalham por seus nomes há cerca de três meses, abrigados em siglas maiores.
A rejeição a Collor só é menor do que a de Michel Temer. Quando o presidente é apresentado como candidato, 60% dos eleitores dizem que não votariam nele.
A proporção de eleitores que rejeitam o ex-presidente Lula ficou estável -apesar de sua condenação em segunda instância, na semana passada. Em novembro, a taxa era de 39% e, agora, oscilou para 40%.
Candidatura
O senador Fernando Collor (PTC-AL) anunciou no último dia 19 que é pré-candidato à Presidência da República.
Em evento na cidade de Arapiraca, agreste de Alagoas, ele declarou a intenção de voltar ao cargo que ocupou de 1990 a 1992.
“Eu digo a vocês que este é o momento dos mais importantes da minha vida, como pessoa e como homem público. Hoje, a minha decisão foi tomada. Sou, sim, pré-candidato à Presidência da República. Obrigado, e vamos à vitória”, afirmou.
A declaração foi registrada em vídeo que circula nas redes sociais.
Collor foi eleito presidente em 1989, vencendo Lula no segundo turno, na primeira eleição direta para o posto desde 1960.
Seu breve mandato foi marcado por sucessivas turbulências, como o confisco das poupanças de pessoas físicas e jurídicas, uma recessão que se estendeu por 11 trimestres e levou a uma contração de 7,7% do PIB e uma hiperinflação que passava dos 1.000% ao ano.
A crise foi agravada por denúncias de corrupção e tráfico de influência em seu governo. Collor renunciou ao cargo em 29 de dezembro de 1992, numa tentativa de brecar o processo de impeachment aberto contra ele. Não adiantou: no dia seguinte o Senado cassou seus direitos políticos por oito anos.
No STF (Supremo Tribunal Federal), contudo, foi absolvido, por falta de provas, das acusações de peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e corrupção passiva relativas a seu período na Presidência.
Foi eleito senador em 2006 e reeleito 2014.
No ano passado, Collor tornou-se réu na Lava-Jato sob acusação de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, referentes a desvios na BR Distribuidora.
Os comentários estão desativados.