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Mundo O Facebook é acusado de violar a lei eleitoral nos Estados Unidos

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A rede social e o aplicativo de mensagens também enfrentam questionamentos em outros países. (Foto: Reprodução)

As autoridades eleitorais de Seattle, nos Estados Unidos, exigem que o Facebook divulgue detalhes de quem pagou pelos anúncios eleitorais feitos na plataforma no ano passado. As autoridades alegam que a rede social está violando uma lei eleitoral municipal que exige a divulgação de anúncios políticos feitos pela internet.

A medida é uma tentativa de combater a influência política por meio de plataformas, como o Facebook, como aconteceu com os anúncios russos pagos durante as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Wayne Barnett, diretor executivo da Comissão de Ética e Eleições de Seattle afirma que se a empresa não cumprir a ordem terá de pagar multas de até US$ 5 mil.

Em resposta, a rede social disse que em um comunicado que enviou dados à Comissão. “O Facebook é um forte defensor da transparência na publicidade política. Em resposta a um pedido da Comissão de Ética e Eleições de Seattle, fomos capazes de fornecer informações relevantes”, disse Will Castleberry, vice-presidente de políticas públicas estaduais e locais do Facebook.

Reflexão

Em comemoração ao 14º aniversário do Facebook, no último domingo, o presidente e fundador da plataforma Mark Zuckerberg publicou uma reflexão em tom de mea culpa em seu perfil na rede social.

“Ao longo dos anos, cometi quase todos os erros que vocês podem imaginar. Eu cometi dúzias de erros técnicos e promoções ruins. Eu confiei nas pessoas erradas e coloquei pessoas com talento nos papéis errados. Eu perdi tendências importantes e lutei com os outros. Eu lancei produtos falhos atrás de produtos falhos”, disse Zuckerberg.

O executivo disse ainda que a data comemorativa servirá para refletir sobre o crescimento da empresa e o que precisam fazer para melhorar.

Essa não é a primeira vez que o Facebook publica pedidos de desculpas e promete melhorias na plataforma. Em janeiro, Samidh Chakrabarti, diretor de produto e responsável pelas políticas globais da empresa da rede social, disse que a empresa estava empenhada em desenvolver produtos que tornasse o Facebook melhor para a vida das pessoas e para a democracia dos países.

Os discursos se intensificaram após o Facebook divulgar que mudaria o algoritmo da rede social em uma tentativa de evitar a propagação de notícias falsas. As mudanças são uma resposta da empresa ao governo norte-americano que dava indícios de que pretendia regulamentar a rede social.

Censura

A questão em torno do poder do Facebook em limitar a liberdade de expressão dos seus usuários está no centro de uma disputa judicial que vem ganhando novos capítulos.

Na semana passada, a rede social contestou frente a Justiça francesa a acusação de ter censurado um usuário, o professor francês Frédéric Durand. Ele processa o Facebook por ter apagado sua conta após a publicação de uma foto do quadro de Gustave Courbet “A Origem do Mundo”, que representa uma vagina.

“Não cometemos nenhuma falha, nem provocamos nenhum dano”, afirmou na audiência em Paris Caroline Lyannaz, uma das advogadas da empresa. De acordo com a defesa, Durand “não apresentou nenhuma prova da ligação entre sua desconexão e a publicação da obra de Gustave Courbet”.

Segundo o professor francês, a rede teria desativado sua conta pessoal, “sem aviso prévio nem justificativa” em 27 de fevereiro de 2011.

Isso teria acontecido horas após a publicação em seu mural do famoso quadro de Courbet, uma foto que redirecionava para uma reportagem com a história da obra, atualmente exposta no museu d’Orsay.

Dias antes, o mesmo aconteceu com um artista dinamarquês, Frode Steinicke. O Facebook então explicou que seu regulamento proíbe, entre outros, a nudez, mas acabou reativando sua conta.

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