Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020

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Brasil O filho do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta abandonou uma aula online após o professor criticar seu pai

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Assim que o professor começou a falar, o filho do ex-ministro saiu da aula online. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O filho do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, Paulo Mandetta, abandonou uma aula online de direito administrativo após o professor fazer uma série de críticas ao seu pai. Aluno da USP, Paulo Mandetta participava de uma aula por videoconferência quando o professor começou a atacar a atuação de seu pai à frente do Ministério da Saúde.

O professor acusava o ministro de ter sido conivente com a política adotada por Jair Bolsonaro no combate à pandemia. Para a surpresa dos que assistiam à aula, pulou na tela uma notificação de que Paulo Mandetta havia saído da reunião.

O professor não se constrangeu e ainda brincou: “Olha só. Não sabia que tínhamos familiares do ministro aqui”, comentou, antes de prosseguir normalmente com o raciocínio.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender a cloroquina e a hidroxicloroquina como remédios no tratamento contra a Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Apesar da insistência do chefe do Executivo, o medicamento não tem comprovação científica comprovada contra a doença.

A nova exaltação do presidente à substância ocorreu durante cerimônia de posse do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello na última quarta-feira (16).

Em sua fala, Bolsonaro disse que tentou “impor” e “propor” ao então ministro Luiz Henrique Mandetta, a mudança no protocolo da hidroxicloroquina, para permitir que o remédio fosse ministrado a pacientes com casos leves da Covid-19.

“Particularmente, comecei a defender a hidroxicloroquina, calcado também nas experiências de médicos pelo Brasil que apostavam nela e tinham uma resposta através de sua observação. Não consegui impor ou propor a sugestão ao então ministro da Saúde [Luiz Henrique Mandetta] de retirar do protocolo do tratamento com a hidroxicloroquina deveria ser ministrado apenas quando o paciente estivesse em estado grave”, disse o presidente.

“Nada mais justo, nada mais sagrado e nada mais legal que um médico, na ponta da linha, decidir o que vai aplicar em seu paciente na ausência de um remédio com comprovação cientifica. A responsabilidade é do médico, como é do militar, muitas vezes, decidir de vai atacar ou recuar na frente de combate”, completou, sendo aplaudido pelos convidados presentes.

Ainda durante a cerimônia, Bolsonaro se referiu a si mesmo como “doutor Bolsonaro” ao se dirigir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM -AP) que, assim como o chefe do Executivo, também foi infectado pelo vírus.

“Prezado Davi, como o senhor não procurou o doutor Bolsonaro, você não tomou a cloroquina. Mas, com toda a certeza, você ficou preocupado com o vírus, né?”, disse.

Não é a primeira vez que o presidente Jair Bolsonaro sai em defesa do medicamento sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus.

No início do mês, durante uma audiência com médicos que defendem a substância, Bolsonaro disse, sem apresentar dados, que a hidroxicloroquina poderia ter evitado 30% das mortes acumuladas em decorrência da Covid-19.

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