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Brasil O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, diz que o governo Bolsonaro vai trabalhar para o analfabetismo zero

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A Casa Civil afirmou que todas as nomeações são assinadas por Onyx Lorenzoni, mas que o ministro não interferiu no processo. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro da transição, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo de Jair Bolsonaro vai buscar o analfabetismo zero. A fala foi feita em uma longa exposição na qual fez seguidos elogios ao Instituto Ayrton Senna e ao diretor da entidade, Mozart Ramos, que foi cotado para a pasta da Educação, mas perdeu força devido à resistência da bancada evangélica.

“Queremos como política de governo que o governo Jair Bolsonaro possa a partir deste mandato buscar o analfabetismo zero. Como a gente vive no século XXI com 9% das nossas crianças analfabetas? Nós não podemos ter as crianças na oitava série sem saber ler e escrever. Não podemos ter nossos jovens chegando à universidade sem capacidade de resolver uma equação simples, ou sem capacidade de fazer interpretação de textos”, afirmou.

Onyx, que assumirá a Casa Civil no ano que vem, corrigiu-se em outro momento citando que 9% é a taxa geral de analfabetismo, e não a de crianças analfabetas. Ele destacou que hoje o Ministério da Educação investe mais da metade dos recursos na educação superior pública, enquanto que 80% dos alunos do segmento estão em universidades privadas. Ele pontuou que não estava propondo retirar recursos de universidades.

“A gente não vai desvestir um santo para tapar outro”, disse.

Ele afirmou que “em nenhum momento” houve qualquer indicativo dentro do grupo de transição sobre uma indicação de Mozart Ramos para a pasta da Educação. E que as reuniões com ele e com a presidente do instituto, Viviane Senna, foram para colher informações, fazer diagnóstico do setor e ouvir sugestões de propostas. Elogiou o trabalho da entidade e disse que precisava fazer a fala por causa dos ataques que a instituição sofreu.

Já sobre reclamações da bancada evangélica, Onyx afirmou que o assunto está superado. Negou também que haja descontentamentos na bancada do PSL e de outros partidos com o fato de o DEM já ter três futuros ministros indicados. Onyx diz que já houve conversa com “seis partidos” e explicado a eles que não haverá distribuição de espaços no governo no chamado “toma lá, dá cá”. Disse ser objetivo do governo tratar bem os parlamentares para que no final de 2019 eles reconheçam terem sido valorizados pelo Executivo.

O escolhido

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou na quinta-feira pelo Twitter o professor e filósofo Ricardo Vélez Rodríguez como futuro ministro da Educação.

Nascido na Colômbia e naturalizado brasileiro em 1997, o futuro ministro é autor de mais de 30 obras e atualmente é professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército.

Rodríguez é mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho; e pós-doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron.

tags: educação

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