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Brasil O general Braga Netto exonerou dois chefes do Ministério da Saúde e nomeia um militar

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Mudança na Saúde foi assinada pelo ministro chefe da Casa Civil, Braga Netto. (Foto: Reprodução/Twitter)

O governo federal exonerou o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Erno Harzheim. A mudança foi assinada pelo ministro chefe da Casa Civil, Braga Netto, sem assinatura do Ministro da Saúde, Nelson Teich, e publicadas no “Diário Oficial da União” dessa quinta-feira (30).

Na mesma publicação, também foi exonerado Carlos Alberto Andrade e Jurgielewicz do cargo de secretário-executivo adjunto da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. No lugar dele, foi nomeado o coronel do Exército Antônio Élcio Franco Filho, que comandou a Secretaria de Saúde de Roraima antes de ir para o governo federal.

O coronel estava em Roraima desde o período de intervenção federal que ocorreu no Estado, em dezembro de 2018, mas assumiu a Secretaria Estadual de Saúde em abril de 2019, após o médico Ailton Vanderley pedir demissão do cargo alegando motivos pessoais e relatar corrupção sistêmica na pasta.

Élcio Franco inicialmente ficou como interino e depois foi nomeado titular da pasta. Porém, em junho do ano passado, cerca de dois meses após ser nomeado, o coronel foi exonerado da secretaria pelo governador Antonio Denarium (PSL).

Membro do antigo partido de Jair Bolsonaro, Denarium é um dos governadores mais alinhados ao presidente da República.

O secretário exonerado de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzheim, era secretário de Saúde de Porto Alegre e professor do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul quando foi convidado para assumir cargo no governo Bolsonaro, antes mesmo do início do mandato.

Alinhamento com Guedes

Em um esforço para sinalizar alinhamento, os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Walter Braga Netto, indicaram em coletiva de imprensa que há concordância no governo em torno da política para combate aos estragos econômicos causados pelo coronavírus na economia local.

“Realmente, foi um mal-entendido. Quero deixar claro que foi isso, tenho certeza disso, porque a forma como trabalhamos é essa. A Casa Civil tem o papel de coordenação dos diversos ministérios”, disse Guedes, em uma aparente referência a notícias de que Braga Netto teria tomado a frente da articulação das políticas de retomada econômica.

O titular da pasta econômica também garantiu não ter havido “nenhum estresse com o chefe da Casa Civil” uma semana após o governo anunciar, em coletiva de imprensa no palácio do Planalto sem a presença de Guedes, diretrizes plano Pró-Brasil, comparado por alguns ao Plano Marshall, empregado pelos Estados Unidos para reconstrução da Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial com maciço financiamento público.

Em tom conciliatório, Guedes também voltou a reafirmar que o governo do presidente Jair Bolsonaro tem de indicar que, passado o período de emergência pública da saúde, o País voltará a implementar uma atuação de ajuste fiscal das contas públicas.

“Nós temos que claramente sinalizar para todos os investidores, para a classe política, para os agentes econômicos, para todo mundo, que o Brasil tem rumo, tem programa. Nós vamos seguir com nosso programa econômico de transformação do Estado brasileiro”, destacou.

Em alusão à manutenção do País nos trilhos do ajuste fiscal, Guedes pontuou que a aprovação de marcos regulatórios, como os de petróleo e gás, de saneamento básico e do setor elétrico garantiriam, cada um, 100 bilhões de reais em investimentos privados no País.

Braga Netto também reforçou a mensagem de alinhamento, afirmando “estamos juntos”, durante aperto de mão com Guedes.

“Em nenhum momento se pensou em sair do programa, do trilho (do ajuste fiscal), como diz meu amigo Paulo Guedes, da Economia”, disse o ministro da Casa Civil.

Nos bastidores, Guedes classificava como uma “traição” as ações do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que teria procurado ministros para colher sugestões de gastos para saída da crise. Antes de assumir o cargo, Marinho era figura de destaque da equipe econômica, tendo desempenhado o papel de secretário especial de Previdência e Trabalho do ministério.

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