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Brasil Após juíza dar novo prazo para Bolsonaro apresentar exames de coronavírus, ele diz que talvez já tenha contraído o vírus no passado

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No post, Bolsonaro também compartilhou vídeo de coletiva do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, em que ele defende o presidente. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que pode ter contraído o coronavírus. Ele deu a declaração em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre. A Justiça federal deu novo prazo de 48 horas para o presidente apresentar os exames.

Bolsonaro tem se negado a mostrar os dois exames que diz ter realizado para detectar o coronavírus. Segundo ele, os dois testes resultaram negativo

“Eu talvez já tenha pegado esse vírus no passado, talvez, talvez, e nem senti”, afirmou Bolsonaro. Em 20 de março, ele afirmou: “Aqui em casa, toda a família deu negativo. Talvez, eu tenha sido infectado lá atrás e nem fiquei sabendo. Talvez. E estou com anticorpo”.

Na última segunda (27), ao analisar uma ação movida pelo jornal O Estado de S. Paulo, que pedia acesso aos exames, a juíza federal Ana Lúcia Petri Betto, da 14ª Vara Cível Federal de São Paulo, determinou ao governo a entrega dos exames em 48 horas.

Nessa quinta (30), a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou à juíza um relatório médico, mas sem os exames, e pediu a extinção do processo. A juíza entendeu que a ordem foi descumprida e deu outras 48 horas para entrega dos resultados dos testes, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia de atraso.

Em 7 de março, Bolsonaro viajou para os Estados Unidos, onde teve um encontro com o presidente Donald Trump, na Flórida. Depois da volta dos EUA, mais de 20 integrantes da comitiva presidencial contraíram coronavírus, entre os quais assessores, parlamentares e ministros, como Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional.

Em 24 de março, em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, Bolsonaro chamou a Covid-19, doença provocada pelo coronavírus, de “gripezinha”.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado com o vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho”, afirmou na ocasião.

Na entrevista à rádio Guaíba, ele voltou a utilizar a expressão. “Igual à questão da ‘gripezinha’ – para 80% da população, não vai ser nem gripezinha, não vai ser nada. Nem vai saber que teve. Para aqueles 15, 20% restantes, tem que tomar cuidado”, declarou.

Na entrevista à rádio, ele usou como exemplo o caso de Augusto Heleno para minimizar os efeitos da doença. “O general Heleno só ficou sabendo que estava com o vírus porque fez o teste”, afirmou.

Nessa quinta, as mortes por coronavírus no Brasil somaram 5.901, com 85.380 casos confirmados da doença. Na terça (28), o Brasil superou em número de mortes a China, país onde se originou o coronavírus. Indagado sobre isso, Bolsonaro respondeu: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

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