Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de março de 2021
O presidente Jair Bolsonaro tem se dedicado a pensar em como acomodar o general Eduardo Pazuello na sua saída do Ministério da Saúde. Segundo informações do jornal O Globo, Pazuello deverá assumir a Secretaria Especial do PPI (Programa de Parcerias e Investimentos).
O médico cardiologista Marcelo Queiroga tomou posse nesta terça-feira (23) no cargo de ministro da Saúde, em solenidade privada no Palácio do Planalto. O decreto de nomeação foi assinado por Bolsonaro e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Na mesma publicação, também consta a exoneração de Eduardo Pazuello do cargo. A demora na substituição gerou críticas de governadores, prefeitos e no Congresso Nacional.
Pressionado pela errática condução da crise sanitária, Pazuello deve ganhar o comando do PPI em uma articulação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, que venceu uma queda de braço com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
O órgão responsável por concessões e parcerias do governo federal está vinculado ao Ministério da Economia, mas deve ser transferido para a Secretaria-Geral. Desde que voltou a despachar no Palácio do Planalto no mês passado, Onyx trava uma disputa com Guedes pelo PPI. O órgão era vinculado à Casa Civil, quando era comandada por Onyx, mas foi transferida para Guedes em janeiro de 2020.
Inicialmente, Bolsonaro cogitou dar a Pazuello um cargo com status de ministro, o que garantiria a ele a manutenção do foro privilegiado para seguir respondendo no Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que apura a responsabilidade dele na condução da pandemia.
Chegou a ser discutida até mesmo a criação de um Ministério da Amazônia Legal. A hipótese, no entanto, foi descartada por não ter consenso no governo e por criar desgaste com o Centrão, que cobra espaço no governo, e com a opinião pública.
Ministros-generais sugeriram que Pazuello, que também é general, assumisse a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos no lugar do almirante Flávio Rocha, que no dia 11 deste mês passou a acumular também o comando da Secretaria Especial de Comunicação (Secom). A ideia seria elevar a SAE a status de ministério, mas Rocha, um dos auxiliares mais influentes do Planalto, resistiu.
No início da tarde desta terça-feira, após a posse de Queiroga, foi divulgado um vídeo de balanço das ações de Pazuello no Ministério da Saúde. O assessor de relações institucionais da pasta, Airton Cascavel, afirma no vídeo que sob a gestão Pazuello o Brasil é o quinto país do mundo em número de doses aplicadas. Segundo ele, até abril o país vacinará cerca de 50 milhões de pessoas. Cascavel diz ainda que em abril será iniciada a vacinação de profissionais da segurança pública e da educação. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.
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