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Brasil O general Ramos reforça bandeira branca com o ministro do Meio Ambiente: “Intrigas não resolvem nada”

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O embate colocou a ala militar e a ala ideológica do governo em disputa, mas relação já está retomada. (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

Ministro da Secretaria de Governo, o general Luiz Eduardo Ramos usou as redes sociais na tarde do domingo (25) para reforçar o acordo de paz com o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente. Mais cedo, Salles informou que conversou e pediu desculpas “pelo excesso” a Ramos. “Uma boa conversa apazigua as diferenças. Intrigas não resolvem nada, muito menos quando envolvem questões relacionadas ao País. Eu e o @rsallesmma prosseguimos juntos em nome do nosso presidente @jairbolsonaro e em prol do Brasil”, escreveu Ramos.

Nos últimos dias, um conflito político entre os dois ministros veio a público depois que Salles se referiu à postura de Ramos como “Maria fofoca”. O contexto do impasse entre Ramos e Salles envolve uma suposta articulação do ministro palaciano para tirar Salles do governo, além de reduções no orçamento do Meio Ambiente.

O embate colocou a ala militar e a ala ideológica do governo em disputa. Pelas redes sociais, Ramos ganhou o apoio dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além de membros do Centrão. Salles, por sua vez, conta com apoio da ala ideológica do governo e do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Na sexta-feira (23), os dois ministros já haviam combinado de conversar e acertar as diferenças. Ramos chegou a dizer durante passeio de moto com o presidente Bolsonaro no domingo (25) que não tinha “briga nenhuma” com Salles. Desde sábado (24), o chefe do Meio Ambiente também dava a situação como “assunto encerrado”. “Colocamos um ponto final nisso. Estamos juntos no governo, pelo presidente Bolsonaro e pelo Brasil”, disse Salles, em suas redes sociais.

Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) citou em sua conta oficial no Twitter uma série de Medidas Provisórias que caducaram no Congresso e escreveu que “tem gente que é expert em tentar destruir o governo”. A manifestação do parlamentar é um crítica ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e um reforço no apoio público que vem dando ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Maia acusou Salles de querer destruir o governo. “O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”, escreveu Maia, também no Twitter.

Dentre as Medidas Provisórias listadas por Eduardo, estão a da “Liberdade estudantil”, que previa a retirada do monopólio da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) sobre a emissão de carteirinhas estudantis, que perdeu validade em fevereiro; a do 13º salário para o Bolsa Família, que caducou em março; a da regularização fundiária, que perdeu validade em maio; a do “balancete empresarial”, que desobrigava as empresas de publicar seus balanços em jornais impressos e foi rejeitada em maio por uma comissão mista; a que impedia o desconto de contribuição sindical em folha, que perdeu a validade ainda em 2019; e a da “Liberdade do Futebol”, que alterava as regras sobre direitos de transmissão de eventos esportivos e caducou neste mês.

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