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Geral O Google atualizou o seu navegador Chrome, mas a nova versão consome ainda mais memória dos computadores e celulares

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Software lançado em 2008 continua na liderança do mercado mundial. (Foto: Reprodução)

Uma das principais reclamações por parte de quem usa o Google Chrome como navegador-padrão de internet é o alto consumo de memória durante o seu uso. Isso fez com que muita gente decidisse abandoná-lo de vez com a chegada do Firefox Quantum que, segundo a Mozilla, consome 30% a menos de bateria.

A atualização – a de número 63 desde a entrada do navegador no mercado, em 2008 – deve consumir ainda mais memória de sua máquina. Ainda assim, o software segue na liderança de uso, tanto no desktop, quanto em dispositivos móveis. A atualização já está liberada para download, contando com um recurso chamado Site Isolation, que é o grande vilão no aumento do consumo da memória.

Esse recurso é uma atualização de uma arquitetura adotada pelo Chrome desde o seu lançamento, e que dedica um único processo para cada guia aberta, fazendo com que o navegador não trave por inteiro quando uma única guia der problema. E o Site Isolation visa melhorar a estabilidade dessa arquitetura, tornando, também, o Chrome mais protegido contra explorações de vulnerabilidades. Só que isso acabará consumindo até 20% a mais da RAM.

Mas a boa notícia é que o recurso chega desativado como padrão assim que o usuário faz o download da versão 63 do Chrome, já que o Site Isolation é voltado a usuários corporativos. Quem desejar ativar a funcionalidade, poderá fazer isso manualmente, ciente do aumento no consumo da RAM do dispositivo.

Além disso, a atualização do Chrome traz um bloqueio de extensões, que dá ao administrador a capacidade de bloquear o uso de extensões no navegador de acordo com os recursos que são usados. Por exemplo, uma determinada extensão pode ser bloqueada se ela tentar acessar o sistema de arquivos do computador.

Concorrência

Há quase um mês, a Mozilla lançou o Firefox Quantum, a versão mais rápida já feita do navegador da empresa e que representa a maior atualização do programa desde o seu lançamento, em 2004, para desbancar seu principal competidor no mercado, o Google Chrome.

“É rápido, muito rápido! O Firefox Quantum é duas vezes mais rápido que o Firefox há 6 meses, utiliza um motor central completamente revisado com nova tecnologia ‘roubada’ de nosso grupo de pesquisa avançada e adornado com uma imagem renovada”, afirmou a Mozilla por meio de um comunicado na ocasião.

Em um vídeo especial de lançamento, a companhia compara a velocidade de carregamento do Firefox Quantum com a do Chrome em alguns dos sites mais populares, desde o Instagram e até o motor de busca da concorrente, para mostrar como seu novo navegador bate o rival na maioria das páginas que não são de propriedade do Google.

“Demos um salto qualitativo quanto à velocidade, à estabilidade e o atrativo visual, começando por uma nova interface de usuário chamada Photon, cujo objetivo é modernizar e unificar o serviço em diferentes dispositivos e telas”, explicou a empresa.

A Mozilla explicou, então, que o rendimento do Quantum é melhor do que o dos concorrentes porque o seu motor foca na janela na qual o usuário está navegando, que passa a ter prioridade em relação às demais, o que gera um uso otimizado dos recursos do sistema.

A última versão do navegador é resultado das pesquisas desenvolvidas pelo Project Quantum, uma divisão da Mozilla orientada a construir o motor da próxima geração de usuários do Firefox. “É, de longe, a maior atualização que já fizemos desde o Firefox, em 2004. É simplesmente o melhor de todas as maneiras possíveis”, garantiu a empresa.

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