Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021

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Notícias O Google volta a alertar sobre o risco de mudança automática do horário nos celulares

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Mesmo com horário de verão revogado, alguns smartphones marcaram horários diferentes no último dia 20. (Foto: Reprodução)

O Google voltou volta a alertar sobre risco de mudança no relógio de celulares mesmo com cancelamento de horário de verão. A empresa orienta que donos de aparelhos com sistema Android no Brasil alterem as configurações automáticas de data e hora.

No ano passado, a mudança no horário começou no dia 3 de novembro, mais tarde do que costumava acontecer. Para este ano, o horário de verão foi revogado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Tradicionalmente, o horário de verão no Brasil começava em outubro. No último dia 18, as operadoras de telefonia disseram que tinham “desprogramaram a alteração” em suas plataformas, “de acordo com o novo decreto presidencial”. Mas, no dia 20, alguns usuários constataram a mudança de horário automática em seus aparelhos.

O Google sugere manter a desativação até o dia 16 de fevereiro, quando o horário de verão chegaria ao fim, se ainda estivesse em vigor.

Como desabilitar a configuração no Android

Entre no menu de configurações; Entre na opção “Sistema” (segundo o Google, dependendo do aparelho este passo pode ser pulado); Escolha as opções de “Data e Hora”; Desativa as funções “Data e hora automáticas” e “Fuso horário automático”.

No iPhone

Acesse a tela principal e toque na opção “Ajustes”; Toque na opção “Geral”; Toque na opção “Data e Hora”; Desabilite a opção de configuração do relógio “Automaticamente”; Configure manualmente o horário correto.

Efetividade do horário de verão

O objetivo por trás da origem do horário de verão é aproveitar os dias mais longos para obter um melhor aproveitamento da iluminação natural, poupando recursos da matriz energética e reduzindo os riscos de apagões, principalmente no horário entre 18h e 21h, quando as lâmpadas dos espaços públicos são ligadas, boa parte da população chega em casa e parte do comércio, escritórios e indústria continua ativa.

Mas, nos últimos anos, mudou o padrão de consumo do país. Lâmpadas incandescentes foram substituídas por lâmpadas mais eficientes e o horário de pico de energia se deslocou do início da noite para o meio da tarde, por volta das 15h, devido ao aumento expressivo do uso de ar-condicionado.

Estudo do Ministério de Minas e Energia divulgado no ano passado já apontava para a perda de efetividade do horário de verão. Segundo a nota técnica, a adoção de outros instrumentos regulatórios, como a tarifa branca e preço por horário, podem produzir resultados mais relevantes para o setor elétrico.

De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o governo fez uma pesquisa que mostrou que 53% dos entrevistados pediram o fim do horário de verão. Não foram divulgados, entretanto, detalhes da pesquisa.

Horário de verão

No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então Presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932.

No verão seguinte, a medida foi novamente adotada, mas, depois, começou a ser em períodos não consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968, voltando em 1985 até abril de 2019, quando foi revogado por decreto. O período de vigência do horário de verão era variável, mas, em média, durava 120 dias.

No mundo, o horário diferenciado é adotado em 70 países – e atinge cerca de um quarto da população mundial. O horário de verão é adotado em países como Canadá, Austrália, Groenlândia, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai. Rússia, China e Japão, por exemplo, não implementam esta medida.

 

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