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Mundo O governo da Alemanha proibiu a presença de público em eventos esportivos incluindo o Campeonato Alemão de futebol para combater uma segunda onda de coronavírus

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O confinamento parcial na Alemanha recomeçou no fim de outubro. (Foto: Reprodução)

Os Geisterspiele, como são chamados os “jogos-fantasma” na Alemanha, estão de volta à Bundesliga. A chanceler Ângela Merkel anunciou, nesta quarta-feira (28), que o país entrará em lockdown parcial devido à uma explosão de novos casos de coronavírus.

As medidas restritivas se aplicam ao Campeonato Alemão, que voltará a não ter público presencial, como no início da pandemia. Antes da nova decisão, as partidas estavam autorizadas a receberem torcedores com até 20% de capacidade dos estádios.

A Liga de Futebol da Alemanha (DFL) lamentou a decisão, dizendo que tanto o campeonato principal, quanto a segunda divisão, elaboraram um plano com procedimentos de segurança para receberem o público.

“Os torcedores e os clubes seguiram as regras com disciplina, cumprindo suas responsabilidades. É por isso que é lamentável que isso não seja possível por agora”, declarou a DFL.

A Alemanha registrou cerca de 15 mil novos casos de covid-19 em 24 horas, maior número diário registrado desde o início da pandemia, chegando ao total de 464.239 infectados. Além dos estádios, bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais serão fechados.

Na última rodada da Bundesliga, algumas partidas foram realizadas sem público, como a do Bayern de Munique contra o Frankfurt. Nesta quarta, o jogo pela Champions League entre Borussia Dortmund e Zenit também não teve a presença de torcedores.

Comércios e escolas abrirão, mas as autoridades reforçaram as recomendações para que as pessoas permaneçam em casa. Além disso, os encontros sociais ficam limitados a até 10 pessoas de famílias diferentes.

Em reunião com autoridades locais, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que os números da covid-19 aumentaram rápido demais no país e que o nível dos contágios fugiu de controle.

“Estamos agora em um ponto em que, pela média nacional, não sabemos mais de onde vieram 75% das infecções. Só conseguimos verificar 25%”, explicou Merkel.

Segundo o governo alemão, os hospitais do país ainda têm capacidade de lidar, em número de leitos, com os infectados pela doença. Porém, há o temor de que a ocupação hospitalar se torne um problema nas próximas semanas.

França

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a retomada de medidas como o fechamento de bares, restaurantes e comércios e a volta da exigência de que as pessoas que circulem nas ruas apresentem justificativas. As escolas até o ensino médio permanecem abertas, mas deverão seguir protocolos que ainda não foram divulgados.

Além disso, o governo determinou que o país foque totalmente em obras públicas e na produção industrial para evitar um tombo ainda maior na economia. As autoridades, no entanto, pedem que as empresas favoreçam o trabalho de dentro de casa.

O comércio, segundo o presidente, poderá reabrir em 15 dias caso as autoridades avaliem que as primeiras semanas do lockdown deram bons resultados.

Em pronunciamento na televisão, Macron avaliou que o impacto da segunda onda da covid-19 será pior do que o primeiro pico da doença no país, entre março e abril.

De acordo com as autoridades de saúde francesas, entre 40 mil e 50 mil novas infecções têm sido identificadas todos os dias.

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