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Mundo Nova onda do coronavírus: Estados Unidos têm recorde de casos. Alemanha e França decretam quarentena

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Os dados são da Universidade Johns Hopkins, que tem um painel em tempo real que monitora o avanço da pandemia em todo o mundo. (Foto: EBC)

A nova onda de infecções por coronavírus em países ricos está causando apreensão e tensão nos mercados financeiros internacionais e exigindo a adoção da volta de medidas restritivas por parte dos governos. No Brasil, o dólar subiu a R$ 5,76 e a Bolsa de São Paulo teve forte baixa.

Enfrentando um aumento explosivo dos casos de covid-19, a Alemanha decidiu nesta quarta-feira (28) decretar uma quarentena parcial a partir da próxima segunda (2), medida semelhante a outras adotadas por alguns países europeus, como Portugal.

Com a nova determinação, bares e restaurantes serão fechados, mas as escolas permanecerão abertas. Na França, o presidente Emmanuel Macron anunciou hoje uma nova quarentena para conter a explosão de contágios. As medidas começam a valer nesta sexta-feira (30) e vão até, pelo menos, 1º de dezembro. Nos Estados Unidos, novos casos de covid-19 bateram recorde, aumentando a tensão no fim da corrida eleitoral.

Se, na terça (27), a campanha do presidente Donald Trump listou o fim da pandemia de covid-19 como uma das conquistas científicas de seu primeiro mandato, os números indicam que a afirmação passa longe de ser verídica.

Apenas na última semana, o país registrou quase 500 mil novos casos da doença, número sem precedentes que acirra as apreensões sobre como será o pleito da próxima terça (3) e quando seu vencedor será conhecido.

Alemanha

“Nós temos que agir e precisamos agir agora para evitar uma emergência de saúde nacional”, disse a chanceler Angela Merkel ao anunciar as medidas adotadas em seu país.

Cinemas, teatros, academias e piscinas também serão fechados, mas o governo alemão permitiu que as lojas permaneçam abertas desde que mantenham um limite de atendimento de uma pessoa a cada 10 m² nos estabelecimentos. Eventos esportivos profissionais só serão permitidos sem espectadores.

Antes, o governo alemão já tinha tornado obrigatório o uso de máscaras em mercados, ruas movimentadas e zonas da capital, além de ter aumentado o policiamento para garantir o cumprimento das regras.

Nesta quarta, o país bateu um recorde de casos diários, com 14.964 novas infecções em 24 horas, elevando o número total para 464.239, de acordo com dados do instituto de saúde pública da Alemanha.

As novas medidas foram adotadas porque a evolução dos números excede a capacidade do país de rastrear os contatos dos infectados, que havia sido considerada seu grande trunfo na primeira onda da pandemia, quando o número de casos e mortes manteve-se menor do que em outros países europeus.

Merkel informou que o número de pacientes em unidades de tratamento intensivo (UTIs) dobrou nos últimos dez dias. Ela ainda explicou que o sistema de saúde do país consegue suportar a situação atual, mas que chegará ao limite se a pandemia continuar avançando.

Ela afirmou ainda que hotéis ficarão abertos, mas não para fins turísticos, acrescentando que reuniões privadas devem ser limitadas a dez pessoas entre moradores de, no máximo, duas casas diferentes. Ela também pediu à população para cancelar viagens não essenciais.

Na França, bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais vão fechar a partir desta sexta, mas as escolas vão permanecer abertas, segundo o presidente Macron, que fez um discurso transmitido pela TV.

A Suíça foi outro país a reforçar as restrições para conter o aumento de casos de covid-19. Também nesta quarta, o país determinou o fechamento de boates a partir desta quinta (29). Além disso, em novembro as aulas presenciais nas universidades serão interrompidas.

A duração das medidas ainda não está definida, e o governo também determinou o uso obrigatório de máscaras em escritórios onde não seja possível manter um distanciamento seguro, escolas secundárias e até mesmo ao ar livre, se as pessoas estiverem muito próximas.

Eventos serão limitados a 50 pessoas, e atividades esportivas e culturais com mais de 15 participantes serão proibidas. Bares e restaurantes deverão fechar às 23h.

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