Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2020
O governo metropolitano de Tóquio anunciou que usará robôs para limpeza de dois hotéis que hospedam pacientes assintomáticos ou com sintomas leves de coronavírus.
As informações foram publicadas pelo jornal japonês The Japan Times. O uso de robôs, segundo o governo, é para tornar mais eficiente a limpeza dos hotéis e reduzir a carga de trabalho dos empregados.
Além de limpar o saguão do hotel, um dos robôs é programado para entregar a lancheiras aos pacientes. Outro robô, um humanoide, é projetado para interagir com os pacientes.
Os pacientes também terão acesso a um aplicativo para que registrem as temperaturas corporais e outros dados sobre o estado de saúde. O governo espera assim tornar a coleta de informações mais eficiente.
Antes, os funcionários do hotel telefonavam para cada paciente duas vezes por dia. Em 7 de abril, o governo metropolitano iniciou esforços para transferir pacientes assintomáticos ou portadores de sintomas leves de hospitais para hotéis, para liberar vagas nos hospitais.
Cinco hotéis, com um total c de 2.800 quartos, estão aceitando esses pacientes, informou o governo.
Robôs corporativos
Na China, a Ubtech está testando seus robôs corporativos — Cruzr e Aimbot — no Third People’s Hospital, em Shenzhen. Desenvolvido originalmente como um robô de monitoramento de ambientes, o Aimbot ganhou sensores para medir temperatura corporal e detectar uso de máscaras em grupos de até 15 pessoas, alertando quando alguém com febre não está vestindo equipamentos de proteção. Também foi equipado com desinfetantes para esterilização.
O Cruzr, criado para a recepção de clientes em hotéis, aeroportos e outros estabelecimentos, está sendo testado como atendente hospitalar. Na entrada, os pacientes interagem com a máquina, informando os sintomas e recebendo as primeiras instruções. É possível conversar com um médico, que atende por vídeo de um local seguro.
“Na robótica, assim como em outros campos, é válido considerar como você pode adaptar a tecnologia para lidar com uma emergência”, afirma Russell H. Taylor, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos EUA. “E é isso o que a comunidade de robótica está discutindo: o que podemos fazer agora?”.
As soluções que estão surgindo vão desde as mais complexas, como as testadas em Shenzhen, a ideias mais simples, mas também eficazes. É o caso do uso de robôs de telepresença (basicamente um tablet acoplado a um cabo com rodas) para o monitoramento e a comunicação com pacientes em UTIs.
Itália
O hospital Circolo di Varese, na Lombardia, Itália, recebeu no fim de março seis dessas máquinas, algumas com corpo humanoide, que estão acompanhando 12 leitos de UTI. Pela câmera dos robôs, os profissionais de saúde ficam em segurança enquanto monitoram pacientes e equipamentos dos leitos. Podem conversar de forma tranquila, sem os pesados e incômodos equipamentos de proteção.
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