Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de junho de 2020
O secretário adjunto da gestão administrativa da Saúde do Pará foi exonerado na quarta-feira (10) após a deflagração da operação da Polícia Federal (PF) que buscou apurar suspeitas de fraudes na compra de respiradores pulmonares pelo estado para o combate ao novo coronavírus.
Foram apreendidos R$ 750 mil que, segundo informações do G1, estariam na casa do agora ex-secretário Peter Cassol, um dos alvos dos mandados de busca e apreensão. O dinheiro apreendido estava embalado em páginas de jornais escondidos dentro de uma caixa térmica.
O mandado foi expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) com base em pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O governador do Estado, Helder Barbalho (MDB), e o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, também foram alvos de mandados de busca.
Na operação, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão no Pará e em outros seis Estados. Sócios da empresa investigada e servidores públicos estaduais também estão entre os alvos. Também foram bloqueados R$ 25,2 milhões do governador e de outros sete investigados. O valor é referente ao que foi gasto com a aquisição dos respiradores que acabaram não tendo uso. Os crimes sob investigação são de fraude à licitação, falsidade documental e ideológica, corrupção ativa, prevaricação e lavagem de dinheiro.
O governo do Pará chegou a tentar retirar da Polícia Federal a investigação sobre a fraude. Logo após deflagração de operação que prendeu empresários no mês passado, o governo do Estado enviou à Justiça Federal um recurso solicitando que todo o caso fosse transferido para a Polícia Civil do Pará. A alegação era de que o governo local havia comprado os equipamentos com recursos próprios. Em um primeiro momento, a Justiça Federal concedeu liminar a favor do governo local, mas a decisão foi revista, e o caso prosseguiu sob os cuidados da PF.
Nas redes sociais, o governador afirmou que está “tranquilo e à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário” e que agiu a tempo de “evitar danos ao erário público, já que os recursos foram devolvidos aos cofres do Estado”.
Ele também declarou que determinou o bloqueio do pagamento de outros equipamentos à imprensa investigada e que o governo entrou na Justiça pedindo uma indenização por danos morais coletivos contra os fornecedores. Por fim, o governador ressalta que não é amigo do empresário e que não sabia que os respiradores não funcionariam.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Cadeia nesses políticos avarentos e saco que nunca enche.