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Política O governo federal injeta 60 milhões de reais na construção de um colégio militar em São Paulo

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Bolsonaro durante o lançamento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O governo federal incluiu R$ 60 milhões no orçamento para o início da construção de um colégio militar em São Paulo neste ano. Será o primeiro do Estado e o 14º estabelecimento do País. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

A administração será exclusiva do Exército, como ocorre com os outros 13 colégios instalados em cidades como Manaus, Belém, Recife, Salvador, Rio, Santa Maria, Juiz de Fora, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.

O estabelecimento estará fora do projeto lançado no ano passado pelo MEC, que prevê convênios com escolas civis já existentes.

A Fiesp patrocinará o projeto arquitetônico do Exército, que deve ficar pronto em meados do ano. Depois disso, começam as obras. O colégio será construído no Campo de Marte e deve ficar pronto até 2023.

Até lá, turmas funcionarão provisoriamente no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de SP), em Santana.

Neste ano, a primeira delas terá 90 alunos do 6º ano do ensino fundamental. Em 2020, serão 180 alunos –90 do 6º ano e mais 90 do 7º ano. E assim por diante, até que se chegue a 360 alunos em 2023, cursando até o 3º ano do ensino médio.

A ideia de um colégio militar em SP é antiga: em 1995, o Exército chegou a demolir prédios em uma área no Ibirapuera depois que o então prefeito Paulo Maluf prometeu que patrocinaria a construção da escola. Mas o projeto não saiu do papel.

A implantação do colégio militar é prioridade de Jair Bolsonaro. “O sonho é antigo. E quem realmente deu esse grande impulso foi o presidente da República”, diz o general Ricardo Piai Carmona, chefe do estado-maior do Comando Militar do Sudeste.

Escolas Cívico-Militares

Em novembro, o Ministério da Educação anunciou a localização das 54 escolas públicas selecionadas para o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares em 2020. Destas, 38 são escolas estaduais e 16 municipais, localizadas em 23 Estados e no Distrito Federal. No Rio Grande do Sul, quatro municípios estão na lista.

De acordo com a pasta, cerca de 1.000 militares, tanto da reserva como da ativa, vão participar do projeto-piloto, atuando na gestão educacional das instituições. Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a escolha das escolas levou em conta a localidade, a partir de “uma equação com variáveis com base em critério absolutamente técnico”.

“São as primeiras 54 escolas cívico-militares. Começam a funcionar já na volta às aulas. É um modelo que a gente acredita que vai ter amplo sucesso no Brasil. Nossa meta é ambiciosa e vamos ajustar esse método”, disse o ministro à época.

 

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