Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2020
O governo trocou os comandos da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e do Depen (Departamento Penitenciário Nacional).
Foram exonerados os diretores-gerais Adriano Marcos Furtado, da PRF, e Fabiano Bordignon do Depen. Foram nomeados Eduardo Aggio de Sá, para o cargo cargo de diretor-geral da PRF, e Tânia Maria Matos Ferreira Fogaça, paro o cargo de diretora-geral do Depen.
A troca foi registrada na edição do “Diário Oficial da União”, publicado na madrugada desta sexta-feira (22), assinada pelo ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto.
O Ministério da Justiça antecipou no dia 14 de maio que a delegada da Polícia Federal (PF) Tânia Fogaça assumiria a chefia do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão vinculado ao ministério.
Tânia Fogaça era superintendente da PF no Rio Grande do Norte.
Fabiano Bordignon havia assumido o posto a convite do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que se demitiu do cargo em 24 de abril.
O Depen é responsável pelo Sistema Penitenciário Federal. Conforme o site do órgão, cabe ao departamento o isolamento das lideranças do crime organizado e o cumprimento da Lei de Execução Penal e custódia de: presos condenados e provisórios sujeitos ao regime disciplinar diferenciado; líderes de organizações criminosas; presos responsáveis pela prática reiterada de crimes violentos; presos responsáveis por ato de fuga ou grave indisciplina no sistema prisional de origem; presos de alta periculosidade e que possam comprometer a ordem e segurança pública; e réus colaboradores presos ou delatores premiados.
De acordo com o Ministério da Justiça, a nova chefe do Depen é formada em direito pelo Centro Universitário Fieo e pós-graduada em direito constitucional pela Universidade do Sul de Santa Catarina.
O ministério também informou que ela atuou como coordenadora operacional do Centro de Cooperação Policial Internacional da Copa do Mundo de 2014 e integrou o Grupo de Trabalho que idealizou o Inquérito Policial Eletrônico da Polícia Federal (ePol).
Em reunião ministerial no dia 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro reclamou da divulgação de uma nota oficial da PRF que lamentava a morte de um integrante da corporação pelo novo coronavírus. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.
Bolsonaro teria criticado o tom da nota, alegando que poderia assustar as pessoas e que não levava em conta possíveis comorbidades do agente. A nota foi assinada por Adriano Furtado.
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