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Rio Grande do Sul O governo gaúcho atribuiu exclusivamente à empresa Mercado Livre a desistência de abrir uma unidade em Gravataí

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Decisão não afeta as atividades mantidas pela empresa no Estado, garante o Palácio Piratini. (Foto: Divulgação/Mercado Livre)

Depois de receber nesta quarta-feira (24) a confirmação da desistência da empresa de vendas on-line Mercado Livre em abrir um centro de distribuição na cidade de Gravataí (Região Metropolitana), o governo do Rio Grande do Sul de manifestou sobre o caso em sua página oficial. Segundo a mensagem, postada no site oficial www.estado.rs.gov.br, não faltaram esforços para manter o diálogo.

“A Secretaria da Fazenda recebeu e analisou tecnicamente as solicitações protocoladas, tendo o diálogo com os representantes da empresa sido permanente, cordial e construtivo”, ressaltou o texto. “As negociações foram realizadas até a terça-feira (23), sendo que, na semana passada, embora houvesse manifestações sobre a desistência da empresa, o governo do Estado ainda mantinha as tratativas iniciadas em 2019, que passaram por diferentes etapas, como é natural nesses casos.”

Ainda de acordo com o Palácio Piratini, a empresa Mercado Envios, do Grupo Mercado Livre, protocolou em 2019 um pedido para concessão de Regime Especial para realização de operação de logística completa. A regulamentação do Estado de São Paulo, então existente, foi utilizada como referência inicial, pelo fato de ser onde estão situados os centros da empresa, em linha com compromisso assumido com o grupo.

“A equipe técnica da Receita Estadual sempre manteve o compromisso de buscar uma solução técnica simples”, relatou o governo gaúcho. “O encaminhamento de medida legislativa para a Assembleia não se mostrava necessário por tratar-se de Regimes Especiais de tributação, relacionados tipicamente apenas às questões acessórias de fluxos de notas e cadastros de empresas.”

“A Receita Estadual elaborou um Regime Especial para a empresa, superando, a nosso juízo, todas as dificuldades iniciais e que viabilizariam este novo modelo de negócio em franca expansão”, continuou. “O detalhamento dos pontos em discussão esbarra no necessário sigilo das discussões comerciais com a empresa, devendo ser preservados aspectos que possam expor os planos do grupo e prejudicar o ambiente de negócios no Estado.”

Continuidade

O Executivo estadual garante que a decisão da Mercado Livre não afeta as atividades já mantidas pela empresa no Rio Grande do Sul, que seguem em operação, “inclusive com o anúncio de promover uma expansão de negócios no Estado, o que reforça a qualidade dos contatos feitos ao longo desse tempo”.

Encerrando o texto, o Palácio Piratini reiterou que “desde o início das negociações prezou pelo interesse dos cidadãos gaúchos e buscou garantir as condições para que a empresa ampliasse seus negócios já existentes no Estado com a instalação do Centro de Distribuição em Gravataí. Também respeita a decisão da empresa, soberana nas suas estratégias de negócios realizados no Brasil, permanecendo aberto para retomar as negociações a qualquer momento”.

(Marcello Campos)

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