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Notícias O governo gaúcho comemora a redução dos índices de criminalidade durante os primeiros dois meses do ano e a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal

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Sartori abordou os assuntos durante entrevista à radioweb do Piratini. (Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)

De acordo com levantamento divulgado pela SSP (Secretaria da Segurança Pública), todos os indicadores de criminalidade no Rio Grande do Sul apresentaram queda nos dois primeiros meses deste ano. “Trata-se de uma notícia muito saudada e aguardada por nós e por toda a sociedade”, celebrou o governador José Ivo Sartori em entrevista ao programa semanal “Governo e Comunidade”, apresentado aos sábados pela rádio do Palácio Piratini na internet. “Este foi o início de ano menos violento dos últimos cinco anos.”

O estudo aponta que a redução dos indicadores aparece nos 17 itens avaliados. “Só para dar um exemplo, o número de latrocínios diminuiu em quase 64%”, destacou o chefe do Executivo – que ainda não confirmou se disputará a reeleição. “Mesmo enfrentando a maior crise financeira, aumentamos em 19% o orçamento da segurança pública e, agora, teremos um acréscimo de 16% em 2018”, acrescentou.

Além de salientar a aquisição de novos equipamentos e automóveis modernos para o setor, o emedebista mencionou outras ações que considera decisivas no setor. Dentre elas estão a transferência de líderes de facções criminosas para presídios federais e o fechamento de parcerias com a iniciativa privada para construção de novas unidades prisionais.

Recuperação Fiscal

Durante o programa na radioweb do Piratini, o governador gaúcho comentou a viagem que fez na semana passada a Brasília, onde se reuniu com o presidente Michel Temer para conversar sobre o andamento do processo de adesão do Rio Grande do Sul ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal) proposto pela União aos Estados em grandes dificuldades financeiras.

“Estamos muito perto de criar as condições necessárias para celebrar esse pré-acordo entre o governo federal e o estadual”, frisou o chefe do Executivo.

Sartori viajou acompanhado de secretários estaduais, do vice-governador José Paulo Cairoli e do procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel: “Procuramos mostrar ao presidente da República e ao ministro da Fazenda que fizemos o dever de casa, promovemos a reforma administrativa mais profunda dentre todos os estados brasileiros, e também mostramos que a Assembleia Legislativa nos deu autorização para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal”.

Se o Rio Grande do Sul e o governo federal fecharem o acordo, o Estado deixará de pagar as parcelas da dívida com a União por três anos e poderá contar com R$ 11,3 bilhões em seu caixa até o final desse período.

“Começamos o governo com previsão de déficit de R$ 25,5 bilhões no final deste ano, sem o Regime de Recuperação Fiscal e sem a venda de ações do Banrisul. Mas vamos chegar com déficit abaixo de R$ 8 bilhões. Então, dois terços do valor foram superados pelas nossas atitudes, pela nossa equipe, sem deixar de atender às necessidades básicas de educação, saúde, segurança e também as políticas sociais”, declarou Sartori.

Ele avaliou, ainda, que as ações sociais, dentro das metas e resultados alcançados, foram as que melhor atenderam à sociedade.

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