Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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Capa – Caderno 1 Hospital de Montenegro será referência em traumatologia e neurologia para 14 cidades do Vale do Caí

Conforme o governo do Estado, o plano ainda depende de adequações técnicas e acordos entre gestores locais. (Foto: Reprodução/GoogleWiew)

O Hospital de Montenegro passará a ser a referência nas especialidades médicas de traumatologia e neurologia para 14 municípios da região do Vale do Caí. Segundo a SES (Secretaria Estadual da Saúde) do Rio Grande do Sul, o trâmite para que a instituição possa atender a essa demanda depende de adequações técnicas, da montagem de um plano assistencial e de acordos entre gestores locais.

A proposta prevê o atendimento de pacientes das cidades de Barão, Brochier, Capela de Santana, Harmonia, Maratá, Pareci Novo, Salvador do Sul, São José do Sul, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí, Tabaí, Triunfo, Tuparendi e, claro, da própria Montenegro, localizada a 61 quilômetros de Porto Alegre. Esse grupo totaliza uma população de 177 mil habitantes.

Nos últimos dias, a titular da SES, Arita Bergmann, reuniu-se com prefeitos e secretários ligados à Amvarc (Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí). Ela destacou que a medida fará com que esses moradores tenham acesso a um atendimento de alta complexidade e mais próximo de suas casas. Até então, para esse tipo de serviço, eles precisavam se deslocar até Canoas.

História

Com 100% de seus atendimentos realizados por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), o Hospital de Montenegro está localizado no Centro da cidade. A sua inaguração ocorreu em 1931 mas as suas origens remontam a 20 anos antes, quando um grupo de mulheres resolveu criar na cidade a Oase (Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas, com foco em ações sociais e filantrópicas.

Os atendimentos de saúde aos habitantes da região costumavam ser realizados em pequenas salas, aspecto que levava à necessidade, cada vez maior, de um hospital regional. A então tesoureira da Oase, Guilhermina Jahn, mãe do intendente (cargo equivalente ao prefeito) de Montenegro, liderou os esforços para tornar realidade a construção de uma unidade hospitalar, em um terreno cedido pela administração municipal.

Segundo a instituição, trata-se de uma história de muitas alegrias, porém marcada também por momentos difíceis: “O pior deles ocorreu entre 2000 e 2011, quando uma tentativa da entidade mantenedora para terceirizar a gestão do hospital acabou gerando dívidas, que por sua vez provocaram empréstimos, criando uma bola-de-neve perigosa para o futuro da instituição, com atrasos no pagamento de fornecedores e até dos salários dos colaboradores”.

A superação da crise veio com uma nova gestão, em 2012. “Vivemos mudanças significativas na casa de saúde”, ressalta o diretor-geral Carlos Batista da Silveira. “O dialogo com o governo do Estado teve como resultado um aumento exponencial no volume de recursos repassados. Com isso, estamos renegociando dívidas antigas e honrando todos os compromissos firmados desde então.”

(Marcello Campos)

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