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Saúde O Instituto Butantan investiga se variante do coronavírus semelhante à sul-africana identificada em São Paulo pode ser evolução da P.1

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A cepa é originária da Colômbia e já foi detectada no Equador, Estados Unidos, Caribe e em alguns países europeus. (Foto: Reprodução)

O governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram nesta quarta-feira (31) que investigam uma variante do coronavírus identificada em Sorocaba, no interior do Estado. O diretor do Butantan, Dimas Covas, disse que o vírus encontrado é similar à variante sul-africana (501Y.V2).

No entanto, como a paciente não tem histórico de viagem, o instituto ainda avalia a possibilidade de se tratar de uma nova cepa do vírus, possivelmente derivada da variante P.1, identificada pela primeira vez em Manaus e conhecida como variante brasileira.

O coordenador do Centro de Contingência contra a Covid-19 de SP, o médico Paulo Menezes, chegou a afirmar que se trata de um caso confirmado da variante sul-africana. Entretanto, o diretor do Butantan alegou que, após análise genética do vírus, foi concluído que a variante identificada é “assemelhada à da África do Sul”.

Dimas Covas disse ainda que é possível que o vírus seja uma “evolução da nossa P.1 em direção à mutação da África do Sul”.

“Nós terminamos a análise do material genético da rede de laboratórios do Butantan e universitários que estão fazendo esse trabalho e em Sorocaba foi identificada uma variante. Foi submetido inclusive o trabalho descrevendo essa variante. É uma variante assemelhada à variante da África do Sul, embora não haja histórico de viagem ou contato com viajantes”, disse Covas.

“Portanto, também existe a possibilidade de que seja já uma evolução da nossa P.1 [variante originária de Manaus] em direção à essa nova mutação da África do Sul”, completou.

De acordo com o Ministério da Saúde, não foi identificado nenhum caso da variante sul-africana em solo brasileiro até o dia 23 de março. Levando em consideração o boletim epidemiológico publicado pela pasta nesta data, o caso de Sorocaba poderia ser, portanto, o primeiro desta cepa no Brasil.

O Ministério da Saúde ainda não respondeu se foi oficialmente notificado sobre o caso de Sorocaba.

Caso de Sorocaba

A cepa que está em investigação foi identificada em uma mulher de 34 anos, em um hospital de Sorocaba. Não há confirmação, no entanto, de que ela seja moradora da cidade.

A paciente relatou sintomas leves, e teve uma evolução clínica favorável.

De acordo com Dimas Covas, não houve histórico de viagem ao país africano ou contato com viajantes.

Vacina de Oxford

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca teve eficácia reduzida na proteção para casos leves e moderados da variante sul-africana do coronavírus, segundo um estudo preliminar publicado em fevereiro.

Por conta disso, o governo da África do Sul decidiu suspender o uso da vacina AstraZeneca em seu programa de imunizações, no início de fevereiro. Mais tarde, no dia 16 daquele mês, o governo sul-africana ofereceu vender cerca de 1 milhão de doses da vacina contra a covid-19 – estocadas e que não serão usadas – para países da região.

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