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Brasil O iPhone pode ficar mais barato no Brasil em breve

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Os iPhones vendidos fora dos Estados Unidos podem ficar mais baratos nos próximos meses. O presidente executivo da Apple, Tim Cook, disse em entrevista à agência de notícias Reuters na terça-feira (29), que a empresa está estudando recalcular o valor dos aparelhos em alguns mercados.

Cook disse que, nos últimos meses, a Apple tem avaliado a situação econômica de países cuja moeda é desvalorizada frente ao dólar, como é o caso do Brasil. Nesses países, a variação cambial aumenta o preço dos aparelhos, impactando nas vendas e na receita da companhia.

“Quando você olha para as moedas estrangeiras e particularmente para os mercados que enfraqueceram no ano passado, os aumentos no preço do iPhone foram obviamente maiores”, disse Cook à Reuters. “Avaliamos a condição macroeconômica em alguns desses mercados, decidimos voltar a ser mais compatíveis com nossos preços locais, na esperança de ajudar as vendas nessas áreas”.

O mercado internacional é de suma importância para a Apple. Segundo o relatório financeiro divulgado nesta terça, as vendas internacionais representaram 62% da receita da companhia no trimestre encerrado em dezembro de 2018.

O executivo não divulgou quais países serão contemplados com a revisão do valor dos smartphones, nem quando isso acontecerá, porém. No Brasil, os três modelos mais recentes, iPhone XR, XS e XS Max são vendidos a R$ 5,2 mil, R$ 7,3 mil e R$ 10 mil respectivamente desde novembro do ano passado. Há alguns anos, o Brasil tem o iPhone mais caro do mundo.

Queda

A Apple confirmou as previsões e teve queda de 5% na receita no período entre outubro e dezembro de 2018, na casa de US$ 84,3 bilhões. O mau desempenho foi puxado pela baixa venda de iPhones no final do ano passado. Responsável por 61% do faturamento da empresa no período, a divisão de smartphones viu sua receita cair 15%em relação ao mesmo período de 2017.

A notícia já era esperada: no início do mês, as ações da empresa caíram cerca de 9% no pregão da bolsa de valores Nasdaq depois que Tim Cook, presidente executivo da companhia, emitiu comunicado prevendo queda nas receitas.

Segundo ele, a principal razão para isso foi a baixa venda de iPhones na China, um de seus principais mercados. No trimestre, a empresa demonstrou que teve queda de 27% na receita no país asiático. Há razões para isso: a guerra comercial entre EUA e China, além de afetar a empresa, também provocou uma reação entre os consumidores chineses, que preferiram marcas locais e mais baratas, como Huawei e Xiaomi.

À agência Reuters, Cook disse que está otimista com a disputa EUA-China. Próximo do presidente Donald Trump, ele afirmou que “a tensão entre os dois países cai a cada mês”.

O executivo afirmou ainda que estuda parar de basear o preço do iPhone em mercados fora dos EUA a partir do câmbio para o dólar. “Foi algo que nos atrapalhou e que pode melhorar nossas vendas”, disse Cook. É uma boa notícia para o mercado brasileiro, que há anos tem o iPhone mais caro do mundo – hoje, há aparelhos da empresa à venda por R$ 10 mil no País.

Apesar do mau desempenho do iPhone, o mercado reagiu com otimismo ao balanço da Apple, que teve no período seu primeiro trimestre do ano fiscal de 2019. Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa subiram cerca de 5%, cotadas a US$ 163,35. Com isso, a Apple está avaliada em cerca de US$ 770 bilhões – bem abaixo do US$ 1 trilhão alcançado pela empresa em agosto de 2018.

Há uma razão para isso: o setor de serviços, considerado por Cook como o futuro da Apple, teve receita recorde no trimestre. Ao longo do período, a companhia faturou US$ 10,9 bilhões com plataformas como a loja de aplicativos App Store, o serviço de armazenamento na nuvem iCloud e o streaming de música Apple Music. “As margens de lucro em serviços no trimestre foram de 62%, contra 38% para a Apple. É relevante”, disse Joel Kulina, analista da consultoria Wedbush Securities.

Em breve, a divisão deve ganhar reforços: segundo o site americano The Information, especializado em tecnologia, publicou reportagem nesta terça-feira, 29, afirmando que estreia em abril o serviço de streaming de vídeo da empresa. Com potencial para se tornar um rival para a Netflix, a plataforma deverá ter programas inéditos de Oprah Winfrey e séries dirigidas por Damien Chazelle (diretor de La La Land) e M. Night Shyamalan (de O Sexto Sentido).

Outro rumor que correu o mercado de tecnologia nos últimos dias é o de que a Apple também estuda o lançamento de um serviço de streaming de games, com assinatura mensal, similar ao que faz hoje a Microsoft com o Xbox Game Pass.

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