Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

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Mundo O Japão tem o maior número de pessoas no mundo com mais de 100 anos

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Quarenta e oito em cada 100 mil pessoas no país chegam a um século de idade. (Foto: Reprodução)

O Japão tem o maior número de centenários — pessoas com 100 anos ou mais — de qualquer país do mundo. Quarenta e oito em cada 100 mil pessoas no país chegam a um século de idade. Nenhum outro lugar da Terra se aproxima disso. Números como esse fazem com que pessoas de outras partes do mundo prestem atenção aos japoneses. O que eles têm que nós não temos? É algo que estão comendo?.

São curiosidades assim que nos deram elementos como a dieta mediterrânea. Sua popularidade fora do Mediterrâneo remonta ao nutricionista americano Ancel Keys e seu interesse, na década de 1970, pelos centenários da Itália, cuja dieta era baixa em gordura animal.

Na década de 1990, outro pesquisador de nutrição, Walter Willett, mencionou em um estudo a vida da população no Japão, juntamente pelo seu número baixo de mortes por doenças cardíacas.

Desde então, vários trabalhos de pesquisa têm tentado descobrir se essa longevidade estaria ligada à comida. E se sim, que alimentos o resto de nós, na esperança de obter uma expectativa de vida semelhante, pode começar a adicionar às nossas listas de compras?

A dieta japonesa é um conceito bastante amplo, ressalta o pesquisador de epidemiologia Shu Zhang, do Centro Nacional de Geriatria e Gerontologia do Japão, e não é e nunca foi um bufê ilimitado de sushi. Ainda assim, uma revisão recente de 39 estudos que investigaram a conexão entre a dieta e a saúde japonesas encontrou alguns pontos em comum enfatizados por muitos artigos: frutos do mar, vegetais, soja e produtos relacionados, como molho de soja, arroz e sopa de missô.

De fato, no geral, o consumo desse tipo de dieta está associado a menos mortes por problemas cardíacos, diz Zhang, embora não por doenças específicas como o câncer. Curiosamente, também parece ligado a taxas mais baixas de mortalidade em geral.

Tsuyoshi Tsuduki, professor associado de alimentos e biociência molecular na Universidade Tohoku, estudou exatamente qual versão da dieta japonesa pode contribuir para uma vida mais longa.

Inicialmente, ele e seus colaboradores usaram dados de pesquisas nacionais para elaborar refeições representando a dieta japonesa na década de 1990 e um conjunto semelhante de refeições para a dieta americana no mesmo período. As refeições foram congeladas e desidratadas e fornecidas por três semanas a ratos, cuja saúde os pesquisadores observaram cuidadosamente.

Curiosamente, os ratos da dieta japonesa tinham menos gordura no abdômen e níveis mais baixos de gordura no sangue, apesar do fato de ambas as dietas terem a mesma quantidade de gorduras, proteínas e carboidratos. Isso sugere que as fontes desses nutrientes — carne versus peixe, arroz versus trigo, por exemplo — são importantes para o resultado.

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