Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de novembro de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
As vagas ainda abertas no primeiro escalão da prefeitura de Porto Alegre não significam obra do acaso ou falta de interessados em ocupá-las. É uma estratégia para atrair partidos e garantir os votos que o Executivo não tem para aprovar projetos na Câmara.
Há uma certeza no Paço Municipal: negociar isoladamente com vereadores não tem dado o resultado esperado. As direções partidárias precisam participar.
Requer persistência
A primeira investida do prefeito Nelson Marchezan Júnior, há dois meses, foi demasiadamente ousada: mesmo que alguns caciques do PMDB tenham se interessado em assumir secretarias, a reação interna foi forte. Não dava para se aliar ao adversário de um ano atrás. A tratativa frustrada de atrair o PMDB não fez esmorecer a esperança. Nova tentativa ocorrerá em janeiro.
Inconcebível
Um menino de oito anos desmaiou de fome em uma sala de aula do Distrito Federal. Distrito Federal de Togo, Malawi, Eritréia ou Burundi? Bem mais próximo. Num país que tem uma ilha da fantasia, onde alguns se locupletam com dinheiro público. Os demais…
Está sobrando
A Presidência da República vai gastar 1 milhão e 400 mil reais com a contratação de empresa que fornecerá 20 motoristas executivos e um supervisor. Vão conduzir autoridades e funcionários públicos, entregando documentos, quando for necessário. O contrato tem vigência de um ano.
Retrato da crueldade
Conclusão da publicitária e escritora Ana Cecília Romeu em artigo publicado ontem no jornal O Dia, do Rio de Janeiro: “Parece que estamos cercados de mestres do descaso e PhDs em desumanidade formados em curso-relâmpago de indiferença em cinco módulos de dois minutos”.
Toma lá, dá cá
O deputado federal Alexandre Baldy, de Goiás, vai se filiar ao PP para receber como presente o Ministério das Cidades. Elegeu-se no ano passado pelo PSDB, passou para o PTN, agora denominado Podemos, e sem perda de tempo pula para os braços dos progressistas. Credencia-se para a próxima Olimpíada na modalidade de saltos.
Jogo desproporcional
Não adianta a Petrobras anunciar, como fez ontem, que o diesel caiu 0,3 por cento e a gasolina 1,4 por cento. Os postos manterão os preços elevados. Nesta gangorra, só o consumidor perde.
Provocações
De terça a sexta-feira, o PMDB terá espaço garantido em rádio e TV para a divulgação de propaganda. As veiculações atacarão o PT que, pelo calendário da Justiça Eleitoral, não terá mais veiculações este ano. O revide virá por outras formas.
Conta gigantesca
O Jurômetro, às 22h30min de 18 de novembro do ano passado, registrava 358 bilhões de reais. O mesmo placar eletrônico às 22h30min de ontem estava em 359 bilhões.
Em 12 meses, aumentou em 1 bilhão de reais o pagamento de juros para rolar a dívida pública. Sabemos todos de onde sai o dinheiro.
Não tem saída
Na campanha eleitoral de 1988, surgiu pela primeira vez a possibilidade de transformar o cais central de Porto Alegre em uma área de turismo e lazer. Cinco dos sete candidatos se comprometeram a levar o projeto adiante. Desde então, tornou-se novela sem fim. Revitalização de uma área abandonada é expressão que setores minoritários abominam. Diante deles, o poder público se deixa dominar.
Fórmula bem conhecida
A cada percentual de queda na receita de impostos e crescimento das despesas, vem a certeza sobre quem vai sustentar o rombo.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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