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Mundo O México ordenou a prisão de ex-diretor da “Petrobras” deles, acusado de receber propina da Odebrecht

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Emilio Lozoya é suspeito de envolvimento em compra superfaturada de siderúrgica. (Foto: Reprodução)

A Justiça mexicana emitiu ordens de prisão contra o ex-diretor geral da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), Emilio Lozoya, e três familiares como parte das investigações do caso relacionado à empreiteira Odebrecht, acusada de pagar propinas, informou na sexta-feira (5) o Ministério Público do país

A Procuradoria detalhou em um comunicado que um juiz concedeu, na quinta-feira (4), ordens de prisão contra Lozoya, sua mulher, sua irmã e sua mãe, além de outra empresária do setor imobiliário.

Trata-se do primeiro alto funcionário a ser investigado durante o governo de Andrés Manuel López Obrador, que assumiu a presidência em dezembro com o compromisso de erradicar a corrupção no México.

Lozoya dirigiu a Pemex de 2012 a 2016 e foi um dos colaboradores mais próximos do ex-presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018). Ele enfrenta há um mês outra ordem de prisão, também a pedido do MP, pela acusação de lavagem de dinheiro.

O ex-diretor, seus familiares e a empresária “têm um alerta vermelho da Interpol em relação aos delitos provavelmente cometidos” no caso Odebrecht, afirma o comunicado, sem dar mais detalhes.

“O Ministério Público Federal apresentou ao juiz de controle todos os elementos de provas necessários (…) em um caso que por muito tempo ficou congelado de forma tão criticável”, acrescenta o comunicado.

A Odebrecht está envolvida em casos de corrupção em diversos países latino-americanos, principalmente Brasil e Peru, enquanto no México, segundo revelações de 2017 da imprensa brasileira, a empreiteira teria pagado propinas milionárias que teriam sido alocadas na campanha presidencial de Peña Nieto.

Sobre a acusação de manipulação de recursos de origem ilícita, que lhe rendeu um primeiro mandado de prisão, segundo a imprensa local, Lozoya estaria diretamente envolvido na compra pela Pemex de uma antiga siderúrgica a um custo de US$ 500 milhões (R$ 1,91 bilhão, na cotação atual), considerado superfaturado.

Com parte desses recursos, Lozoya teria adquirido uma mansão.

Dias atrás, ele teve que comparecer para depor perante um tribunal para este primeiro caso, mas recusou-se a fazê-lo, alegando que poderia ser preso. O ex-diretor disse ser alvo de perseguição pela imprensa.

Seus advogados afirmam que ele está no México e pediram que Peña Nieto e outros ex-funcionários se apresentem para depor no caso da compra da siderúrgica.

 

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