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Brasil O Ministério da Economia pedirá que a Polícia Federal investigue a suposta invasão do celular do ministro Paulo Guedes

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Na segunda-feira, assessoria de imprensa informou que celular do ministro havia sido hackeado. (Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil)

O Ministério da Economia informou nesta terça-feira (23), por meio de nota, que está sendo apurada a possível invasão do telefone do titular da pasta, Paulo Guedes. A assessoria do ministério informou ainda que solicitará ao ministro da Justiça Sérgio Moro, que a Polícia Federal investigue o caso.

Na segunda-feira (22), pela noite, o ministério havia informado que o celular de Paulo Guedes foi hackeado e que pretendia tomar medidas cabíveis.

“O Ministério da Economia informa que está sendo apurada a possível invasão do telefone do ministro Paulo Guedes. Um ofício será enviado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para que acione a Polícia Federal”, diz a assessoria na nota.

A assessoria de Guedes informou nesta segunda que o ministro teve o celular clonado depois das 22h30min, quando o telefone dele entrou para o aplicativo de mensagens Telegram.

A assessoria da pasta lembra que, nesta segunda, vários jornalistas receberam mensagens e ligações em nome do ministro por meio do aplicativo.

“O Ministério da Economia ressalta que o ministro nunca teve conta nesse serviço e pede para que desconsiderem qualquer mensagem recebida do número antigo do ministro, que já será desativado”, acrescentou.

É o segundo caso em dois dias envolvendo aparelhos de pessoas ligadas ao governo. No domingo (21), a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), também disse que o celular dela havia sido hackeado.

Hasselmann divulgou um vídeo em uma rede social no qual diz que teve o celular invadido e clonado. Segundo a deputada, a polícia já foi acionada para apurar o caso.

Em junho o celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, sofreu uma tentativa de invasão. Na ocasião, Moro atendeu a uma ligação feita pelo próprio número dele.

Prisões

A PF (Polícia Federal) prendeu nesta nesta terça-feira (23) quatro pessoas sob suspeita de hackear telefones de autoridades, incluindo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba.

A PF não divulgou detalhes da investigação.

Foram cumpridas 11 ordens judiciais, das quais 7 de busca e apreensão e 4 de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Araraquara (SP) e Ribeirão Preto (SP). Foram presos três homens e uma mulher, depois transferidos para Brasília, onde prestarão depoimento à Polícia Federal.

A operação se chama Spoofing, termo que, segundo a PF, designa “um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é”.

Segundo a Folha de S.Paulo, a PF chegou aos suspeitos por meio da perícia criminal federal, que conseguiu rastrear os sinais do ataque aos telefones. Para investigadores, o grau de capacidade técnica dos hackers não era alto.

A investigação, segundo a reportagem apurou, ainda não conseguiu estabelecer com exatidão se o grupo investigado em São Paulo tem ligação com o pacote de mensagens privadas dos procuradores da Lava-Jato obtido pelo site The Intercept Brasil.

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