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Saúde O Ministério da Saúde vai ouvir 80 mil brasileiros sobre doenças crônicas

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O custo da pesquisa deve ficar em torno de 1,6 milhão de reais. (Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde vai contratar uma empresa para fazer 80 mil entrevistas por telefone fixo e por celular no País. O objetivo é fazer um levantamento nacional sobre doenças crônicas não transmissíveis, principalmente pelas doenças do aparelho circulatório, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes, que representam a maior carga de morbimortalidade no Brasil e no mundo.

Segundo estatísticas da pasta, em 2017 esse grupo de doenças foi responsável por 56,9% do total de mortes ocorridas no Brasil na faixa de 30 a 69 anos. As principais causas incluem um grupo comum de fatores de risco comportamentais modificáveis, como tabagismo, consumo nocivo de bebida alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que a vigilância das doenças crônicas não transmissíveis e de seus fatores de risco e proteção seja realizada por meio de inquéritos populacionais”, diz a pasta. O custo da pesquisa deve ficar em torno de 1,6 milhão de reais.

Obesidade em adultos

O Ministério da Saúde também abriu consulta pública para receber contribuições sobre o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Sobrepeso e Obesidade em adultos. Representantes da sociedade civil e profissionais de saúde podem contribuir por meio de produções científicas ou relatos de experiências até o dia 10 de agosto.

Instrumento para prevenção e controle da obesidade e do sobrepeso no país, o material foi elaborado no intuito de subsidiar profissionais, gestores e usuários para a importância de práticas de cuidado multiprofissionais, integrais e longitudinais. O PCDT conta com informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da condição de sobrepeso e obesidade, e inclui, ainda, orientações relacionadas ao monitoramento, além de recomendações para gestores.

De acordo com a coordenadora de Alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Gisele Bortolini, o protocolo qualifica as ações e o cuidado ofertados no SUS. “Entre os desafios da agenda de prevenção e controle das doenças crônicas está a necessidade de qualificar os serviços para pessoas com obesidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, a elaboração do PCDT, que agora está em consulta pública para contribuições e aprimoramento. Ele é mais um instrumento do Ministério da Saúde para apoiar a atuação dos profissionais, além dos cursos que já estão disponíveis na plataforma UNA-SUS e demais materiais que podem ser encontrados na página da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS)”, destacou. As informações são da Revista Veja e do Ministério da Saúde.

 

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