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Geral O Ministério das Relações Exteriores aumentou o grau de alerta para os brasileiros interessados em viajar para a Venezuela

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Posto da Polícia Rodoviária Federal cidade de Pacaraima (RR), fronteira entre Brasil e Venezuela. (Foto: Divulgação/PRF)

O Ministério das Relações Exteriores aumentou o grau de alerta para brasileiros interessados em ir à Venezuela e recomendou que sejam evitadas as viagens “não essências“.

Até o início desta semana, a recomendação era para que as viagens ao país vizinho fossem feitas com “alto grau de alerta”. A atualização foi feita, segundo o ministério, após postos diplomáticos do Brasil na Venezuela terem apontado uma piora nas condições de segurança do país.

Ainda de acordo com o ministério, o assassinato de um turista brasileiro por assaltantes na Venezuela no fim de semana não influenciou na recomendação de evitar viagens ao país. A pasta informou que a atualização no alerta de viagem ocorreria no início de semana mesmo se não houvesse a tragédia.

No sistema utilizado pelo Itamaraty, a recomendação de evitar viagens não-essenciais é a segunda mais restritiva. Fica atrás da recomendação “não viajar”.

Assaltantes detidos

Cinco pessoas foram detidas suspeitas de envolvimento na morte do turista brasileiro Amaury Castro da Silva, assassinado durante um assalto na Venezuela, informou nessa quarta-feira, a Secretaria de Gestão Internacional de Roraima, que acompanha o caso.

Segundo Fátima Araújo, secretária adjunta da pasta, o grupo foi detido na manhã de terça-feira em um povoado próximo ao local onde houve o crime entre as cidades de Upatah e San Félix. A informação foi repassada a ela pelo governo do estado de Bolívar.

“Me informaram que há menores entre os suspeitos e estão todos detidos na sede do Corpo de Investigação Penal e Criminalística da Venezuela, em San Félix. Eles negam participação no ato”, afirmou a secretária.

O turista brasileiro foi morto na noite de sábado quando viajava em comboio para a Ilha de Margarita. Ele trabalhava em uma empresa de aviação e foi enterrado na terça em Manaus.

O empresário Rainey da Silva, que coordenava a viagem com destino à Ilha de Margarita, contou que o comboio com oito carros transitava entre as cidades de Upatah e San Félix, ambas no estado de Bolívar, quando observou três homens armados na beira da estrada e dois carros.

O carro de Amaury, era o quinto da fila do comboio. O grupo de cerca de 35 pessoas viajava às 22h30min quando o assalto ocorreu. Eles usavam rádios para se comunicar durante a viagem.

“Meu carro era o segundo no comboio e vi na estrada dois homens com uma arma de pequeno calibre e o outro com uma de grosso calibre. Além disso, os dois carros tentaram me fechar. Nesse momento avisei pelo rádio a todos os carros para correr porque vi que era uma emboscada”, lembrou Rainey.

Após o alerta de Rainey, os demais carros do comboio começaram a escapar, mas os amigos relataram crer que a Amaury teve dificuldade para acompanhar a velocidade dos demais.

Os disparos foram feitos com os carros em movimento. Segundo Rainey, um tiro acertou Amaury embaixo do braço esquerdo e saiu pelas costelas do lado direito. A mesma bala pegou de raspão no braço da esposa dele. O outro tiro não atingiu ninguém.

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